Covid-19

Recife inicia cadastro de vacinação para crianças com 11 anos e amplia grupo prioritário

Crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e deficiências também podem receber o imunizante

Vacinação de criançasVacinação de crianças - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Prefeitura do Recife liberou nesta quarta-feira (19), o agendamento para a vacinação contra a Covid-19 de todas as crianças com 11 anos e ampliou o grupo prioritário para o público de 5 a 11 anos que possui comorbidades e deficiências. Antes, apenas crianças com doenças neurológicas crônicas e/ou distúrbios do desenvolvimento neurológico podiam receber o imunizante infantil da Pfizer. 

Com a ampliação da vacinação, podem receber as doses infantis crianças de 5 a 11 anos com as seguintes  comorbidades/deficiências:

Diabetes mellitus; pneumopatias crônicas graves; hipertensão arterial resistente (nos estágios 1, 2 e 3 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade); insuficiência cardíaca (ic); cor-pulmonale e hipertensão pulmonar; cardiopatia hipertensiva; síndromes coronarianas; valvopatias, miocardiopatias e pericardiopatias.

Além de doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas; arritmias cardíacas; cardiopatias congênita no adulto; próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados; doença cerebrovascular; doença renal crônica; imunossuprimidos; anemia falciforme; obesidade mórbida; Síndrome de Down; e cirrose hepática.

O agendamento pode ser feito pelo site ou aplicativo do Conecta Recife. É necessário anexar documento oficial da criança, comprovante de residência em nome de um dos pais ou responsável legal, documento oficial que comprove filiação/responsabilidade, além de um laudo que comprove a comorbidade ou deficiência. É possível ter acesso ao modelo do documento no Conecta Recife, que dever ser preenchido com o respectivo CID (Classificação Internacional de Doenças) e assinado por um médico. 

O prefeito do Recife, João Campos, informou, nas suas redes sociais, que outros documentos para comprovação da condição da criança também serão aceitos.

“Para as crianças com deficiência, a gente aceita o cartão de transporte coletivo. Também aceitamos o documento de algum centro de reabilitação ou fisioterapia complementar que a criança faça. O laudo é necessário para as crianças com comorbidades”, afirmou João Campos.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Os documentos anexados no Conecta Recife também precisam ser levados no dia agendado para vacinação. Devem ser apresentados o original e a cópia da declaração ou laudo, ficando a xerox retida no local. 

Os pais ou responsáveis devem estar presentes no momento da vacinação e munidos de documento de identificação do adulto e da criança, além do comprovante de residência do Recife. Em caso de ausência de pais ou responsáveis, a vacinação deve ser autorizada por um termo de consentimento por escrito. Para esses casos, além do termo de autorização, a pessoa que for acompanhar a criança deve levar documento que comprove a relação de parentesco, bem como o documento da criança e o comprovante de residência.

Para atender este público, a Secretaria de Saúde do município (Sesau) montou Centros de Vacinação exclusivos na sede do Sest/Senat, no Porto da Madeira; na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; na Faculdade Universo, na Imbiribeira; e na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista. Os locais funcionam de domingo a domingo, das 7h30 às 18h30.

Após a imunização, as crianças precisam passar por um período de 20 minutos em uma sala de recreação, preparada especialmente para o período de observação após a aplicação da dose. 

No Recife, a vacinação infantil conta com um cartão de vacinação especial para este público. No dia da imunização, os pequenos também ganham um Certificado de Criança Super Vacinada, uma forma de estimular a garotada na hora da aplicação da vacina. 

Na capital pernambucana, a estimativa do Ministério da Saúde, baseada no IBGE, é de que 159.558 mil crianças estejam na faixa etária dos 5 aos 11 anos, todas aptas para receberem as duas doses da vacina infantil da Pfizer, sendo a segunda dose aplicada após um intervalo de dois meses (oito semanas).

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