Recife reduz acidentes com motos

Segundo pesquisa do Cepam, a Capital registrou 735 acidentes de trânsito envolvendo motos no primeiro semestre de 2017 e 568 no segundo

Redução no Recife foi de 22% e em todo o Estado, de 7%Redução no Recife foi de 22% e em todo o Estado, de 7% - Foto: Arthur de Souza

Acidentes envolvendo motos diminuíram em 22% no Recife no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. Segundo pesquisa do Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto (Cepam) com a Secretaria Estadual de Saúde, a Capital registrou 735 acidentes de trânsito envolvendo motos no primeiro semestre de 2017 e 568 no segundo. Em todo o Estado, a queda foi de 7%.

O melhor resultado na Capital se deveu às fiscalizações e campanhas educativas mais intensas que no Interior do Estado. Em 2010, o Brasil assinou um acordo internacional para diminuir à metade as mortes com esse tipo de acidente em dez anos. Pernambuco registrou 1.960 óbitos naquele ano. No ano passado, ainda foram registrados 1.460. De acordo com o coordenador do Cepam, João Veiga, o problema é sério do ponto de vista da saúde pública e também previdenciário. “Nosso sistema de saúde estadual gasta mais com acidentes de motos do que câncer, problemas cardiológicos e neurológicos juntos. Devemos fechar o ano com custo de R$ 500 milhões”, afirmou.

“E cerca de 14 mil pessoas no Brasil foram aposentadas devido aos acidentes. Todos têm idade entre 14 e 39 anos, ou seja, em idade produtiva.”, analisou. Veiga explica que muitos acidentados se tornam pacientes crônicos, sem condições de deixar o hospital pelo resto da vida. Ficam, principalmente, no Hospital Tricentenário, em Olinda. “Outros são amputados porque não utilizaram os equipamentos de proteção individual (EPI). Pés e mãos são perdidos com frequência por falta de uso de um tênis ou uma luva”, detalha.

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A necessidade de o Detran declarar a obrigatoriedade do uso de luvas e calçado é uma preocupação do diretor do programa Moto Amiga, Marcelo Sadi. “Não é mais possível não se preocupar com a pilotagem defensiva. É preciso respeitar a velocidade, revisar as motos. As consequências para a família, para os filhos, são muito grandes”, disse.

Em 2017, 55% dos acidentados não possuíam habilitação e 25% não utilizavam capacete. O programa Moto Amiga promove blitze educacionais, cursos e palestras gratuitas em que qualquer motociclista pode se inscrever pelo site do Detran e da Honda, ou pessoalmente numa concessionária da Honda.

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