Redução da tarifa ameaça metrô; dívida polêmica poderia resolver o problema
Pagamento de dívida de R$ 74.233.000,00 resolveria o problema, mas Urbana respondeu que desconhece qualquer dívida com o Estado
O metrô de Pernambuco dependerá de uma injeção de novos recursos do próximo governo federal para que não volte a correr risco de suspender o funcionamento, como se cogitou antes do reajuste que elevou a tarifa de R$ 1,60 para R$ 3, em maio passado. Apesar de ainda não ter recebido a notificação da Justiça Federal, que suspendeu o aumento da passagem, o superintendente do metrô, Leonardo Villar, disse que a medida vai comprometer o investimento e o próprio custeio do sistema. “Sem sombra de dúvidas o governo federal precisará subsidiar quase 100% da operação”, afirmou Villar.
“Os recursos que conseguimos com a passagem a R$ 1,60 não cobrem 20% dos custos de manutenção. Não sei como o próximo governo vai lidar com essa questão, principalmente diante da situação financeira pela qual passa o Brasil. Se não aportar os recursos necessários vamos ter problemas”, continua. Este ano o orçamento do metrô foi de R$ 104 milhões. Pedro Josephi, da Frente de Luta pelo Transporte Público, defende uma modificação no modelo remuneratório. “Não é apenas o usuário do metrô que deve pagar pelos custos do sistema. Por ser um modal de transporte de massa, ele ajuda os outros modais”, explica. “Então, temos a compreensão que o transporte precisa ser custeado por todos da sociedade.”
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Dependerá de uma injeção de novos recursos do próximo governo federal para que não volte a correr risco de suspender o funcionamento, como se cogitou antes do reajuste que elevou a tarifa de R$ 1,60 para R$ 3, em maio passado. Apesar de ainda não ter recebido a notificação da Justiça Federal, que suspendeu o aumento da passagem, o superintendente do metrô, Leonardo Villar, disse que a medida vai comprometer o investimento e o próprio custeio do sistema. “Sem sombra de dúvidas o governo federal precisará subsidiar quase 100% da operação”, afirmou Villar.
O pagamento de uma dívida antiga que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) teria com a CBTU também é apontado como uma solução para a situação atual. Leonardo Villar afirma que a quantia chega a R$ 100 milhões. O Grande Recife reconheceu que a dívida, até março, estava em R$ 74.233.000,00. E a Urbana respondeu que desconhece qualquer dívida com o Estado. Um processo tramita no Tribunal de Justiça de Pernambuco, sem previsão de conclusão.

