Reflexões sobre o cuidado com a saúde

Na perspectiva da atenção à saúde na esfera governamental o primeiro nível compreende a Promoção de Saúde, cuja importância antecede, mesmo, a prevenção das doenças.

Imagem do futuro presidente Jair Bolsonaro, que já figura entre os mais de 400 personagens confeccionados pela EmbaixadaImagem do futuro presidente Jair Bolsonaro, que já figura entre os mais de 400 personagens confeccionados pela Embaixada - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

 

Em 02 de dezembro se comemora o dia Panamericano da Saúde; o momento é mais do que oportuno para refletir sobre quais atitudes tomamos no dia a dia para legitimar os cuidados com isso. Em outras palavras, estamos falando de autocuidado, que significa cuidar de si. Na perspectiva da atenção à saúde na esfera governamental o primeiro nível compreende a Promoção de Saúde, cuja importância antecede, mesmo, a prevenção das doenças.
A Promoção de Saúde engloba todas as ações de incentivo aos cuidados que resultem na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, famílias e Comunidade. Por razões óbvias, as estratégias de promoção de saúde têm por objetivo o não adoecimento, principalmente em relação a diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doenças arteriais do coração (como infarto), acidentes vasculares cerebrais, câncer e outros agravos.

Essas doenças incidem em grande parte da população no mundo inteiro e são fortemente influenciadas pelo estilo de vida, na maioria dos casos.
Há fatores ligados ao estilo de vida que contribuem para o não adoecimento, bem como para controlar as doenças cujo surgimento não foi possível evitar. São eles: a alimentação adequada e saudável, a prática regular de exercícios físicos, o cuidado com a saúde bucal, a prática do sexo seguro, a preservação do sono reparador, a evitação do fumo, do álcool e de outras drogas lícitas ou não, etc. Mesmo que sejam disponibilizados recursos para diagnóstico e tratamento (consultas, medicamentos, exames, cirurgias e outras intervenções, etc.), ainda são as atitudes em prol da promoção de saúde que trarão os mais expressivos benefícios, poupando vidas e recursos materiais, sobretudo.
Mas todas as dimensões da saúde são importantes: a física, a mental, a emocional, a social e a espiritual. Os cuidados com o corpo, o gerenciamento das emoções e do estresse, a religiosidade, o cultivo de amizades, a integração familiar, a cultura da paz, a harmonia no ambiente de trabalho, o respeito às diferenças, a sensibilidade para se integrar à natureza, o uso do tempo em lazer ativo, etc. se constituem ações benéficas à saúde integral.
Na base de todos os cuidados está o comportamento que norteia as nossas escolhas. Adotar um estilo de vida saudável requer a reflexão sobre velhos hábitos e para onde eles nos conduzem. Mudar hábitos requer autoconhecimento, resiliência e perseverança.

 O autocuidado com a alimentação pressupõe a necessidade de informações técnicas acerca dos requisitos para um cardápio equilibrado, mas também a reflexão sobre a dinâmica familiar, os valores culturais que nos fazem preferir certos alimentos, a praticidade no preparo das refeições, o custo, a disponibilidade de tempo para cozinhar, as habilidades culinárias, a sedução da propaganda de alimentos prontos ou semiprontos etc.
  
O autocuidado com a alimentação não prescinde da orientação do profissional nutricionista nas campanhas educativas, nas ações de prevenção, e muito menos nas de assistência à saúde, no entanto é incentivado o empoderamento dos indivíduos, famílias e Comunidades para a busca da autonomia. As escolhas, como dito anteriormente, têm por base comportamentos que, por sua vez, são influenciados por inúmeros fatores.

 A partir da percepção do estilo de vida atual e do estabelecimento de objetivos e metas é possível construir hábitos mais saudáveis e, inclusive, multiplicar nos grupos de convívio as estratégias para um estilo de vida condizente com a abrangência da integralidade da saúde.