Reforço policial não coíbe crimes

O mais novo esforço do Governo do Estado para conter o aumento da insegurança se chama “Polícia nas Ruas”.

TSE falha no combate a fake news na campanha de primeiro turnoTSE falha no combate a fake news na campanha de primeiro turno - Foto: Max Pixel

 

Além de um alívio em tempo de contingenciamento de gastos, o reforço de quase 2,5 mil policiais e bombeiros para atividades nas ruas por 24 horas possibilitou que, logo pela manhã, um “turbilhão” de operações fosse deflagrado: “Caça Fantasma”, “Coroa”, “Pulverização”, “Esforço Geral”... Em Carpina, na Mata Norte, teve até vereador preso por envolvimento num suposto esquema de desvio de dinheiro público na Câmara.

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Em Belém de Maria, na Mata Sul, três mandados de prisão foram cumpridos por suspeita de ilicitudes na prefeitura. Já em São José da Coroa Grande, 20 prisões foram anunciadas por crimes como assassinatos, roubos, tráfico de drogas e associação criminosa. Ainda houve blitze - cerca de cem veículos e 800 pessoas abordados - e a prisão de quatro suspeitos de envolvimento em homicídios, arrastões na praia de Boa Viagem e assaltos a ônibus.

Na contramão dos bons resultados, uma realidade paralela persistiu. Uma hora antes da entrevista em que representantes das polícias anunciavam o andamento da operação, um duplo homicídio ocorria no bairro da Várzea. Até o fechamento desta edição, mais dois casos na Capital: no Arruda, à tarde, e no Bongi, à noite - esse último, reação de uma PM a uma tentativa de assalto. Assassinatos também em Jaboatão e Igarassu.

Em Caruaru, Agreste, a vítima foi uma mulher, e as suspeitas recaem sobre seu ex-companheiro. “Estamos presentes em pontos com incidência de assaltos e em termos de Crimes Violentos Letais Intencionais. Temos também a operação ‘Bar Seguro’, com ação em pontos de prostituição e tráfico de drogas. A polícia está nas ruas. A opera­­­ção será repetida quantas vezes forem necessárias”, dis­­­se o comandante da PM, coronel Carlos D’Albuquerque.

Outro desconforto para o Estado foi lidar com a explosão de dois caixas eletrônicos no local que, até três anos atrás, era sede provisória do Governo. Seis bandidos chegaram ao Centro de Convenções, em Olinda, por volta das 3h30. Com armas de cano longo e mira a laser, renderam um vigilante e detonaram os terminais bancários, que ficam próximos às bilheterias do teatro. Em menos de dez minutos, fugiram levando uma quantia não informada de um dos caixas. Em entrevista coletiva, o chefe da Polícia Civil, delegado Antônio Barros, voltou a ressaltar o aumento de três para sete no número de equipes que investigam crimes do tipo, além da prisão de 82 envolvidos e do desmantelamento de 12 quadrilhas. “Foi uma ação ousada, mas não é um problema local. Não adianta Pernambuco fazer o dever de casa, e está fazendo, se a gente não tiver uma estratégia nacional”.

Sobre a operação, representantes de setores alvo de crimes recorrentemente afirmaram que todo esforço é bem-vindo, mas disseram que os resultados ainda não apareceu. “Bandidos agirem como agiram no Centro de Convenções é algo que preocupa acima de qualquer número que for apresentado. Foram ousados, sabiam o que estavam fazendo, pegaram o que queriam e deixaram para trás até as notas de valor menor”, disse João Rufino, do Sindicato dos Bancários.

 

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