Rejeição a Bolsonaro e a Haddad para de crescer, diz Datafolha
O capitão reformado manteve o percentual de 45% e o petista oscilou de 41% para 40% em relação à pesquisa de terça (2)
A rejeição tanto a Jair Bolsonaro (PSL) quanto a Fernando Haddad (PT), os líderes das pesquisas de intenção de voto, ficou estável no levantamento divulgado pelo Datafolha nesta quinta-feira (4). O capitão reformado manteve o percentual de 45% e o petista oscilou de 41% para 40% em relação à pesquisa de terça (2).
O percentual de eleitores que diz não votar de jeito nenhum em Haddad havia registrado um salto entre a semana passada e terça –pulou de 32% na pesquisa do dia 28 de setembro para os 41% do início desta semana.
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A estancada na rejeição pode ser considerada uma notícia positiva para o ex-prefeito, no momento em que a campanha dele tenta fazer frente ao crescimento do adversário do PSL.
O deputado federal era rejeitado por 46% dos entrevistados no fim de setembro e depois marcou 45%, percentual que manteve nas duas pesquisas mais recentes. Na sequência dos dois líderes aparecem Marina Silva (Rede), com 28% de rejeição, Geraldo Alckmin (PSDB), com 24%, e Ciro Gomes (PDT), com 21%.
Bolsonaro é mais rejeitado entre as mulheres (50%) do que entre os homens (39%). No caso de Haddad, há inversão: a rejeição é menor no eleitorado feminino (35%) e maior no masculino (46%).
Na divisão regional, o presidenciável do PSL é mais repelido no Nordeste (onde 59% dos entrevistados não votariam nele de jeito nenhum). Haddad tem na região seu melhor desempenho (25% rejeitam o petista, sua menor taxa).
O Datafolha ouviu 10.930 eleitores em 389 cidades do país na quarta e nesta quinta (4). A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

