Remo: equipes travam batalha para conquistar jovens
Clubes pernambucanos contam com times pequenos e têm em sua maioria competidores sêniores e másters
Dono de uma geografia privilegiada, Recife já teve cinco clubes de remo (Sport, Náutico, Barrozo, Internacional e Santa Cruz). Hoje são apenas Sport, Náutico e Cabanga, o último atuando há pouco mais de um ano através de parceria com a Ferenor (Federação de Esportes a Remo do Nordeste), que buscava um espaço físico para desenvolver suas atividades e fechou um contrato de dois anos, com chance de renovação. Tradicional na vela, o Cabanga oferece treinador, garagem, academia e alimentação, enquanto a Ferenor entra com os barcos e remos, auxiliar técnico e 80% do corpo de atletas.
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Todas as equipes travam uma batalha na tentativa de conquistar jovens. Além de investimento, o remo local precisa de renovação. As equipes são pequenas - 21 atletas no Cabanga, 24 no Sport e 30 no Náutico - e têm em sua maioria competidores sêniores e másters. Realizado em três etapas, o Pernambucano é esvaziado. Alguns atletas têm de se revezar para correr mais de uma prova. “Nas regatas praticamente só tem prova de máster, eles que remam melhor, que levam as famílias. São poucos jovens, está se deteriorando”, lamenta Marcos Melo, do Cabanga. “É muito pequena a procura de jovens. A maioria dos alunos da escolinha é da faixa de 30 anos”, reforça o técnico do Sport, Bruno França. Os clubes buscam atraí-los com visitas às escolas públicas, no caso de Sport e Náutico, e particulares, por parte do Cabanga. “A maioria dos jovens que vêm são de projetos sociais, são de baixa renda. Temos bons talentos, mas faltam condições para desenvolvê-los. E para melhorar depende-se muito dos clubes. Quem vive o remo hoje é por paixão”, diz Juca Borges, treinador do Náutico.
A Federação Pernambucana, totalmente reformulada neste ano após oito temporadas seguidas da contestada gestão anterior, vê na Lei de Incentivo uma luz no fim do túnel. “Estamos estudamos as leis nacional e estadual para darmos entrada em projetos para reciclagem dos técnicos, aquisição de equipamentos, reformas nas garagens e realização do Estadual 2019. Isso visando melhora nas equipes e nas escolinhas e um campeonato mais estruturado”, indica o vice Guilherme Rodrigues.

