Renan fez a coisa certa, mas de maneira errada

O criminalista pernambucano Célio Avelino acha que Renan Calheiros fez a coisa certa, mas de maneira errada

Jarbas VasconcelosJarbas Vasconcelos - Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha

O criminalista pernambucano Célio Avelino foi quem melhor definiu o embate que houve em Brasília entre o presidente do Congresso Renan Calheiros e o juiz Wallisney de Souza Oliveira (10ª Vara da Justiça Federal). Segundo o advogado, o senador “fez a coisa certa de maneira errada”, ou seja, criticou (corretamente) o magistrado por ter ordenado a prisão de quatro integrantes da Polícia do Senado, sob a alegação de que eles fizeram uso de contraespionagem para obstruir as investigações da Operação Lava Jato, mas, numa tentativa de desqualificá-lo, chamou-o (erradamente) de “juizeco” de 1º grau. Tivesse feito apenas a crítica, provavelmente receberia a solidariedade da maioria dos juristas do país, para os quais o juiz não tem competência para fazer o que fez. Porém, ao entrar na seara pessoal, despertou a ira até da presidente do STF, a sóbria ministra Carmem Lúcia, que também se sentiu ofendida pela crítica.

O criminalista pernambucano Célio Avelino acha que Renan Calheiros fez a coisa certa, mas de maneira errada

O sobrevivente do PT
Pela pesquisa do Ibope divulgada ontem, encomendada por esta Folha e pela TV Globo, só um milagre salvará João Paulo (PT) de uma derrota acachapante, no Recife, no próximo domingo. Ele é o único “sobrevivente” do PT, em capital, neste 2º turno, mostrando que ainda tem força e prestígio eleitoral. Se o projeto deste ano der errado, como tudo indica que dará, o próximo será a Câmara Federal em 2018.

Ingratidão > Do ex-prefeito Roberto Magalhães sobre o projeto “Linha Verde” do seu governo que virou “Via Mangue” no de João Paulo: “Ele critica o meu projeto, provando que é mal agradecido. Se não fosse a ‘Linha Verde’, que ele copiou, não teria existido a ‘Via Mangue’, que o atual prefeito concluiu”.
Baque > Professor Lupércio (SD) continua em 1º na disputa eleitoral pela prefeitura de Olinda, mas já esteve bem mais forte antes de Antonio Campos (PSB) acusá-lo de “aliado oculto” do PCdoB.
Ausência > Deputados federais de diversos partidos já foram a Jaboatão levar seu apoio a Anderson Ferreira (PR), mas Sebastião Oliveira, do mesmo partido do candidato, ainda não pôs os pés lá.
Nem aí > Alheio as críticas das corporações e dos partidos de oposição na Câmara Federal, Sílvio Costa repetiu ontem o voto a favor da PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos.
Audiência > Teresa Leitão, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, comandará hoje uma audiência pública, a partir das 9h, para discutir o texto da Medida Provisória que trata da reforma do ensino médio. Com raras exceções, a MP foi elogiada pelos grandes pedagogos do Brasil.
Tabelinha > Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo emérito da Arquidiocese de SP, foi homenageado anteontem na PUC pelos seus 95 anos de idade. Ele em São Paulo e Dom Hélder Câmara em Pernambuco incomodaram mais o regime militar do que muitos políticos que se diziam “de esquerda”.
Tradição > Se Professor Lupércio eleger-se prefeito de Olinda, terá quebrado uma tradição que vem de longe, qual seja, a de prefeitos “bem nascidos”. Estão nesta lista Aredo Sodré da Mota, Nivaldo Machado, Barreto Guimarães, Marcos Freire, Germano Coelho, José Arnaldo, Jacilda Urquisa, Luiz Freire, Renildo Calheiros e Luciana Santos. O “Professor”, que nasceu num hospital público do Recife, nunca integrou a “elite” do município.

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