Representantes do movimento negro do Grande Recife atuam em várias frentes

Dia da Consciência Negra inspirou vários eventos de resistência

Marcha rumou do Parque 13 de Maio até o Marco ZeroMarcha rumou do Parque 13 de Maio até o Marco Zero - Foto: Bruno Campos

Marcada no calendário brasileiro como Dia da Consciência Negra, o último domingo (20) inspirou vários eventos de resistência. Embora trouxesse à tona o mesmo debate contra preconceito, cada atividade explorou abordagens distintas da cultura negra, mobilizando públicos diferentes para a causa.

No bairro de Guadalupe, em Olinda, o Centro Cultura Coco de Umbigada promoveu a terceira edição do Festival Coco de Roda Olinda Zumbi, lembrando as raízes afros da cultura popular pernambucana.

“A consciência negra faz parte da identidade brasileira, mas não está posta. Esse evento é importante no sentido de trazer o pertencimento para nossa comunidade, que a gente já mobiliza diariamente. O Dia da Consciência Negra é todo dia”, disse Mãe Beth Oxum, que lidera o Centro e estipulou um público de cerca de cinco mil pessoas.

Um público mais jovem se concentrou na festa Bafro, no Miami Pub, no bairro da Boa Vista (Recife). Além de exaltar artistas afrodescendentes da cultura pop mundial, o evento também promoveu uma roda de diálogo com algumas atuantes do movimento negro local. “É uma data para reflexão. Para mim não é uma celebração, mas sim uma provocação contra o preconceito. Usamos essa ocasião para lembrar que nossa luta vem dos nossos ancestrais e que ainda precisamos conquistar mais espaço", explicou Rosimary Santos, que fez parte do debate ao lado de Larissa Themonia e Maria Clara Sena.

Saindo do Parque 13 de Maio, a Marcha da Desobediência Civil em Defesa do Estado Democrático de Direito e contra o Genocídio do Povo Negro aproveitou a oportunidade para reivindicar mais tolerância.

“A proposta é sistematizar nossa contribuição política ao longo da história, o que culmina no projeto político para o povo negro. Mas, no intervalo em que a gente estava preparando esse debate, aconteceu a mudança de governo no País e acrescentamos mais dois pontos na pauta, que é o fim do extermínio da juventude negra e a garantia do estado democrático de direito”, resumiu o coordenador José Oliveiro, acompanhado por cerca de 500 manifestantes até o Marco Zero.

No Parque da Jaqueira, estavam previstas apresentações de dança afro , mas, poucos minutos antes da performance, um tumulto e o boato de arrastão provocou o cancelamento da apresentação.

 

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