Requalificação da ponte do Janga será entregue nesta sexta-feira

Obras custaram R$ 17 milhões e deveriam ter acabado em agosto de 2017

Requalificação da ponte do JangaRequalificação da ponte do Janga - Foto: Divulgação/Prefeitura de Paulista

A requalificação e duplicação da ponte do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), será entregue oficialmente à população nesta sexta-feira (13). A ponte ganhou nova iluminação com lâmpadas de LED e sinalização de trânsito ao longo da rodovia.  

Mesmo antes da inauguração, pessoas que faziam uso da ponte antes e agora, após a obra, encontram um cenário completamente diferente. João Manoel de Oliveira, trabalhador da construção civil, acompanhou toda a duração da obra. "Quando ela estava com apenas uma via funcionando não tinha horário de engarrafamento, era o tempo todo", contou.

Considerada a obra de recuperação viária mais importante do Litoral Norte de Pernambuco, a requalificação e duplicação de 4,5 quilômetros da PE-01 e da Ponte do Janga custaram R$ 17 milhões aos cofres públicos e deveriam ter sido concluídas em agosto de 2017. O montante é fruto de um convênio entre a gestão municipal e o Governo do Estado.

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Participam da solenidade de entrega nesta sexta, a partir das 11h, o governador do Estado, Paulo Câmara, e o prefeito de Paulista, Junior Matuto. De acordo com a Prefeitura de Paulista, 50 mil veículos trafegam da ponte do Janga até a entrada do Conjunto Beira-Mar. Nos fins de semana e nos feriados o fluxo aumenta, chegando a 70 mil carros. Com a entrega da obra, é esperado que o trânsito na área passe a fluir bem.

Assim como João, Luiz Antônio Ferreira passa pela ponte com frequência. Professor de uma auto-escola localizada próxima à ponte do janga, Luiz passou a aproveitar melhor o trajeto recém liberado para dar aulas. "Agora a gente ensina com mais segurança", salientou. Para ele, a população precisa se envolver para manter o que foi feito. "Espero que continue assim, o problema quase sempre é manter a obra do jeito que ela é entregue, mas o povo tem que cuidar", contou. 

Por mais que a facilidade de trânsito tenha sido unânime, a obra ainda não resolveu todos os problemas para a população. Mauro Roberto da Paz, aposentado, reclama da falta de faixa de pedestres. "Não sei qual foi o critério que usaram para identificar os locais onde é necessário o uso de faixa de pedestres, mas onde tem uma padaria de frente para uma entrada de bairro, por exemplo, deveria ter", mencionou. Mauro se queixou sobre a falta de semáforos e faixas de pedestres no início da obra, saindo de Olinda, em diração a Paulista.
Editol Oliveira Passos, aposentado e deficiente físico, passou a fazer uso das calçadas ao lado da ponte após a conclusão. "Com relação a acessibilidade ficou muito melhor, agora eu consigo transitar mais por causa da calçada, que é larga". Apenas a falta de sinalização e controle dos motoristas assusta Editol. "O pessoal passa correndo, tá tendo muito acidente com relação a alta velocidade que o pessoal passa por aqui", contou. Ciclista, Josiel Lira enfrenta outros tipos de problemas. "Não tem espaço para ciclista e os carros passam muito rápido, eu me arrisco muitas vezes entre os carros mesmo, na calçada atrapalha os pedestres", explicou.

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