COVID-19 em PERNAMBUCO

Restrições para eventos valem até esta terça (1º); Governo deve anunciar novas medidas

Infectologistas analisam medidas de controle

Setor de eventos e alimentação estão com medidas restritivas no EstadoSetor de eventos e alimentação estão com medidas restritivas no Estado - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Vale até esta terça-feira (1º) o período de proibição de eventos públicos e privados referentes aos dias de Carnaval. Desde a última sexta, por determinação do Governo do Estado, estão proibidas a realização de festas, bailes, shows e desfiles de blocos e troças. A medida foi tomada com o objetivo de reduzir a transmissão do novo coronavírus.
 
Também hoje, encerra-se a validade das restrições mais recentes em relação ao funcionamento do setor de eventos. Desde o último dia 9, o limite de capacidade de público foi reduzido de 3 mil para 500 pessoas, em lugares abertos, e de mil para 300 participantes, em locais fechados. Além disso, em festas com mais de 300 pessoas, há a exigência de apresentação de teste negativo para a Covid-19 e do passaporte vacinal. Já os eventos corporativos, considerados "não festivos", podem, até então, contar com até 1.500 participantes.
 
A expectativa é de que ainda hoje o Governo de Pernambuco anuncie se haverá manutenção das medidas restritivas ou se elas serão flexibilizadas. Ontem, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 se reuniu para avaliar o cenário epidemiológico no Estado. “Analisamos a redução dos quadros de internações e de mortes em decorrência da doença. O nosso trabalho de acompanhamento é permanente, bem como as ações para aceleração da vacinação, nossa principal aliada para preservar vidas”, declarou o governador Paulo Câmara em rede social. Entre os secretários estaduais que participaram da reunião estavam André Longo (Saúde), Décio Padilha (Fazenda) e José Neto (Casa Civil).

Para a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, da Sociedade Brasileira de Infectologia, a decisão de proibir festas no período de Carnaval foi acertada. “Com a variante ômicron, que pegou muita gente e foi realmente muito significativa a presença dela em cima das aglomerações de fim de ano, com viagens, festas e tudo mais, não dava para a gente deixar novas grandes aglomerações ocorrerem nesse momento”, disse.
 
O infectologista Filipe Prohaska, do Hospital Oswaldo Cruz, compartilha do mesmo pensamento. “A gente teve uma diminuição no número de casos e nós sabemos que o Carnaval foi o catalisador de novos casos nos últimos dois anos. Em 2021, três semanas depois do Carnaval, houve explosão de casos, mesmo com a restrição que se fez no ano passado”, lembrou.
 
Prohaska defende, ainda, que, caso haja flexibilização nas medidas restritivas, haja maior controle e fiscalização nos estabelecimentos. “Foi só ter parado as festas que a gente viu que o número de casos de ômicron foi caindo. Nós diminuímos consideravelmente o número de casos e a necessidade de internamentos. Mas vale lembrar que dá para flexibilizar sim, mas não é simplesmente flexibilizar para entrar, tem que ter todo um controle lá dentro dos setores das atividades”, disse. 
 
“Não é simplesmente porque você tem duas ou três doses da vacina que entrava nos eventos, retirava a máscara como se estivesse numa bolha, quando na verdade todos os cuidados são necessários ainda, o uso de máscara, a higienização das mãos e do ambiente. Então, não é somente a questão do controle na entrada, é o controle também lá dentro”, frisou. 

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