Resultado da UPE só em janeiro

SSA 3, terceira fase do vestibular seriado da instituição, terminou na última segunda-feira, com abstenção de 9,55%

Márcio LacerdaMárcio Lacerda - Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

 

Para 10.405 feras, ontem foi o último dia do vestibular seriado da UPE. Foram 58 quesitos de Biologia, Química, Física, História, Geografia e Sociologia para serem respondidos dentro de quatro horas e meia de exame. O índice de abstenção foi de 9,55% .
“Ocorreu tudo dentro da normalidade, não teve ninguém eliminado por causa de celular no segundo dia, só uma pessoa no primeiro. No ano passado terminamos com 10,64% de abstenção e esse ano diminuiu”, disse o presidente da comissão de vestibular, Ernani Martins.
Como já é tradição, muitos pais e parentes levaram os filhos e aguardaram a saída dos jovens, que aconteceu a partir das 11h15. “Me sinto mais segura sabendo que ela está aqui fora me esperando”, falou a estudante Sandrian Vitória, 16, em relação à mãe, Sandra Maria. A dona de casa revezou com o marido para ver quem acompanhava a estudante nos dois dias de avaliação.
Os primeiros estudantes que saíram da Poli não simpatizaram muito com a prova de Física, mesmo quem tem matéria de exatas como específica no vestibular. “Das dez questões, só consegui fazer quatro e me preparei para isso. Imagina para quem não tem exatas como específica”, disse o aluno do Colégio São Rodrigo Mourato, 17 anos, que pretende estudar engenharia civil. A opinião é endossada por André Cardoso, 17 anos, também do São Luís: “Geralmente me dou bem em física, mas não consegui desenvolver na prova.”
Para o professor Rodrigo Cunha, o nível dos quesitos de Física foi alto, com textos muito longos numa tentativa de contextualizar o conteúdo. “Mas a maioria deles era desnecessário, terminava dificultando a resolução e compreensão dos alunos. O nível estava difícil para alunos que não têm física como específica”, apontou. Ocupações
Ocupação
No campus Santo Amaro, estudantes que participam da ocupação contra a PEC 55 distribuíram abraços e conversaram com os feras antes da prova começar. O grupo montou o que chamou de “corredor do bem”, em que os estudantes cumprimentam com aperto de mão, massagem nas costas ou dão um abraço nos feras.

 

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