Rodoviários aprovam proposta de reajuste salarial de 4%

Sindicato descarta greve, mas dissidentes, que defendiam aumento de 9%, discordam da maneira como a negociação foi feita e prometem se posicionar por meio de vídeo nas redes sociais ainda nesta terça (17)

Rodoviários reunidos em assembleia para aprovar propostasRodoviários reunidos em assembleia para aprovar propostas - Foto: Divulgação/Sindicato dos Rodoviários

Reunidos em assembleia nesta terça-feira (17), os rodoviários aprovaram por unanimidade a proposta de reajuste salarial em 4% e do vale alimentação para R$ 250. O Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana (Strrepe) chegou ao acordo com a Urbana-PE após três rodadas de negociações com os patrões. Com a aprovação, os rodoviários descartaram a possibilidade de greve para este ano.

No entanto, estas propostas eram rejeitadas por rodoviários dissidentes, que organizaram uma paralisação na última quinta-feira (12) em alguns pontos do Grande Recife. No mesmo dia, a Urbana-PE se reuniu com a categoria para fazer propostas (as mesmas que foram aprovadas na assembleia desta terça). Ouvido nesta terça (17) pelo Portal FolhaPE, Aldo Lima, que lidera a oposição ao Sindicato, afirmou que as propostas foram aprovadas em uma segunda rodada de negociação, "sem consultar a categoria, sem consultar o trabalhador e o sindicato reduziu essa proposta [que era de 9%] para 4,5% no salário e 11% no ticket", argumentou.

Itens aprovados
Além dos reajustes no salário e vale alimentação, a categoria aprovou a não terceirização do setor, a manutenção dos postos de trabalhos dos cobradores e o intervalo entre jornadas de 30 minutos até 4 horas, sendo as duas últimas horas remuneradas.

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Dissidentes
Aldo Lima comenta que essa proposta, "na conjuntura atual não foi uma das piores, mas poderia ter sido muito melhor, se o sindicato tivesse conduzido da melhor forma essa campanha salarial". Segundo ele, foi aprovado na pauta de reivindicação, em assembleia, um reajuste de 9% no salário e 16% no ticket. "Isso seria a primeira proposta que iríamos apresentar ao empresários."

Ao final desta segunda rodada, a patronal propunha um reajuste salarial de 2,82%. "Já era um avanço, eles [o sindicato] já estavam contentes com isso. Nós tivemos que fazer uma mobilização", afirma Aldo.

"Uma das coisas que o sindicato vai dizer é que conseguiu que a categoria não fosse terceirizada, que vai ser garantido os postos de trabalho dos trabalhadores. E isso é correto, tem que avançar. Isso é reivindicação nossa desde que os empresários começaram a demitir os cobradores e fiscais", critica.

"Agora, tirar dos trabalhadores aprovando a compensação da jornada de trabalho em 2016, aprovando esse ano esse ano os dois rolos (permitir que cumpram dupla jornada) e a redução da inter-jornada (intervalo) de 1h para trinta minutos. Essa é a denúncia que a gente faz. E ele não destrincha no sindicato o que de fato significam", afirma.

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