Qua, 15 de Abril

Logo Folha de Pernambuco
expulsão

Romênia expulsa dois diplomatas russos por "interferência"

A decisão do promotor de indiciar Georgescu foi ditada por Bruxelas

Calin Georgescu, que liderou o primeiro turno das eleições presidenciais da Romêniado ano passado, mas depois viu os resultados anulados em um movimento chocante que abalou o paísCalin Georgescu, que liderou o primeiro turno das eleições presidenciais da Romêniado ano passado, mas depois viu os resultados anulados em um movimento chocante que abalou o país - Foto: Daniel Mihailescu/AFP

A Romênia, membro da Otan, anunciou nesta quarta-feira (5) a expulsão de dois diplomatas russos de alto escalonamento, acusando Moscou de "interferência" após as críticas dos serviços secretos russos ao indiciamento do candidato presidencial de extrema direita Calin Georgescu.

"As autoridades romenas decidiram declarar o adido militar russo em Bucareste e seu adjunto como persona non grata", disse em comunicado o Ministério das Relações Exteriores, que no dia anterior havia denunciado "uma série de ações híbridas" e "interferências" de Moscou "com o objetivo de minar a democracia na Romênia".

Bucareste anunciou na terça-feira uma série de ações e "interferências" de Moscou "com o objetivo de minar a democracia na Romênia".

Segundo essas acusações divulgadas pela imprensa romena, a decisão do promotor de indiciar Georgescu foi ditada por Bruxelas.

“É inaceitável que os serviços secretos russos interfiram nas decisões tomadas pelas autoridades romenas”, disse o primeiro-ministro Marcel Ciolacu no Facebook.

A Rússia, que "não é um modelo de prática democrática", "não pode dizer à Romênia quem pode ou não ser investigado".

Segundo a imprensa, o nome do adido adjunto expulso apareceu no processo judicial de Calin Georgescu.

O candidato de 62 anos é suspeito de ter sido beneficiado pela interferência russa durante a eleição presidencial de novembro na Romênia, que acabou sendo anulada, e enfrenta uma longa lista de acusações: declarações falsas sobre o financiamento de sua campanha, incitação a ações inconstitucionais, organização de um grupo fascista e apologia a crimes de guerra.

Segundo ele, tudo isso são “invenções” que visam “justificar o roubo das eleições” e impedi-lo de concorrer novamente nas eleições marcadas para maio.

Altamente crítico em relação à UE e à Otan, ele agora conta com o apoio do novo governo dos Estados Unidos.

O vice-presidente JD Vance tem sido um crítico ferrenho da reviravolta eleitoral, e o bilionário Elon Musk fez uma acusação de “absurdo” na semana passada.

Veja também

Newsletter