Qui, 11 de Junho

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ESTADOS UNIDOS

Rubio espera que futuros governos latino-americanos se unam à aliança de segurança de Trump

Aliança Escudo das Américas reuniu, em março, na Flórida, cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe

 Marco Rubio, fez a declaração durante audiência de apresentação do projeto de orçamento Marco Rubio, fez a declaração durante audiência de apresentação do projeto de orçamento - Foto: Anna Moneymaker / Getty Images via AFP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, expressou nesta quarta-feira (3) sua esperança de que futuros governos eleitos na América Latina aumentem a lista de países que se uniram à aliança de segurança lançada pelo presidente Donald Trump em março, na Flórida.

"Mais de 14 países no hemisfério se juntaram à nossa aliança contra o terrorismo, o narcotráfico e para assuntos de segurança", declarou Rubio em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

"Acreditamos que este número aumentará nos próximos meses, à medida que as eleições mudem a liderança em vários países", acrescentou.

Rubio fez estas declarações durante uma audiência para apresentar o projeto de orçamento do Departamento de Estado para o ano fiscal 2026-2027.

A aliança Escudo das Américas reuniu, em março, na Flórida, cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe, a convite de Trump, aproveitando a guinada conservadora marcante da região, liderada por países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador.

Trump comemorou, na terça-feira, a ida para o segundo turno na Colômbia do candidato presidencial de extrema direita Abelardo de la Espriella, que, por sua vez, declarou sua total adesão aos projetos de segurança de Trump na região.

O advogado milionário afirmou nesta quarta-feira, em um comunicado, sua "intenção de somar a Colômbia à coalizão" para "combater o narcotráfico e as estruturas narcoterroristas que operam no continente".

O Brasil, maior país da América Latina, realizará eleições em outubro, e Trump revelou sua preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem se reuniu há um mês em Washington.

Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, um aliado de Trump que está preso por tentativa de golpe de Estado.

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