Tecnologia

Rússia coordena ataques cibernéticos e militares na Ucrânia, diz Microsoft

Relatório da Microsoft foi divulgado nesta quarta-feira (27)

Grupo de hackers alinhados com o governo russo realizou centenas de ataques cibernéticos contra a Ucrânia desde que Moscou invadiu o país vizinhoGrupo de hackers alinhados com o governo russo realizou centenas de ataques cibernéticos contra a Ucrânia desde que Moscou invadiu o país vizinho - Foto: Pixabay

 

Um grupo de hackers alinhados com o governo russo realizou centenas de ataques cibernéticos contra a Ucrânia desde que Moscou invadiu o país vizinho, reportou a Microsoft em um relatório divulgado nesta quarta-feira (27).

A gigante tecnológica destacou que, com parte de uma tática de guerra "híbridas", a Rússia costuma combinar os ataques cibernéticos com ações militares no campo de batalha.

"Começando logo antes da invasão, vimos pelo menos seis atores de Estados-nação alinhados com a Rússia lançarem mais de 237 operações contra Ucrânia", detalhou a Microsoft, que está trabalhando com especialistas em cibersegurança ucranianos e empresas privadas para contra-atacar essas investidas.

A empresa americana afirmou que essa guerra cibernética incluía "ataques destrutivos que estão em curso e ameaçam o bem-estar dos civis".

O relatório assinala que, na primeira semana da invasão, hackers russos atacaram uma importante emissora ucraniana "no mesmo dia em que o exército russo anunciou sua intenção de destruir os alvos de 'desinformação' ucranianos e dirigiu um ataque com mísseis contra uma torre de televisão em Kiev".

A corporação americana ressaltou que o objetivo desses ataques coordenados era "atrapalhar ou degradar as funções militares e governamentais da Ucrânia e solapar a confiança do público nessas mesmas instituições".

Além disso, a Microsoft detalhou que havia detectado quase 40 ataques cibernéticos destrutivos, voltados contra centenas de sistemas, um terço dos quais foram direcionados contra organizações governamentais ucranianas em todos os níveis, desde o nacional até o local, enquanto outros 40% tinham como alvo a infraestrutura crítica do país.

"Esses atores costumam modificar seus malwares em cada ação para evitar assim a sua detecção", sustenta o relatório, que também ressalta que os hackers começaram a preparar sua campanha em março de 2021, quase um ano antes de Vladimir Putin ordenar a invasão da Ucrânia.

Veja também

Trump diz: 'fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita'
ATENTADO

Trump diz: 'fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita'

Biden diz que 'não há lugar para esse tipo de violência' após tiroteio em comício de Trump
SOLIDARIEDADE

Biden diz que 'não há lugar para esse tipo de violência' após tiroteio em comício de Trump

Newsletter