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Saguis debilitados são vistos em sítio de Aldeia

Segundo proprietário do sítio, animais costumam rondar a área, mas sempre saudáveis. Vigilância em Saúde de Abreu e Lima repassou o caso para o Estado.

Um dos animais será recolhido e encaminhado ao CetasUm dos animais será recolhido e encaminhado ao Cetas - Foto: Cortesia/WhatsApp

Pelo menos três macacos da espécie sagui foram vistos esta semana apresentando problemas na locomoção em um sítio localizado na PE-27, em Aldeia, Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife (RMR). O local fica a cerca de 10 quilômetros do condomínio onde 14 saguis foram achados mortos no final de dezembro em Camaragibe, também na RMR.

Um dos animais deveria ser recolhido nesta sexta-feira (10) em uma ação integrada entre a Vigilância em Saúde de Abreu e Lima, Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), segundo a prefeitura da cidade. Contudo, assim como os outros dois saguis, não foi localizado.

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Um vídeo enviado à Folha de Pernambuco [assista abaixo] mostra o animal em um galho de árvore. As imagens mostram o sagui deitado e com aparente fraqueza. Segundo o proprietário do sítio, o comerciante Nilson Andrade, de 52 anos, saguis costumam rondar a área da propriedade, mas sempre aparecem saudáveis.



“O caseiro me informou e quando presenciei achei estranho. O sagui não conseguia se mexer, nem passar de galho em galho. Era como se afetasse sua parte neurológica”, disse. Ele acrescenta que orientou o funcionário e a família a não tocar no animal até as autoridades chegarem ao sítio.

“Como é um sítio e perto da Mata Atlântica, a gente preserva bastante. Colocamos alimentos para os saguis e outros animais. Eles sempre vêm saudáveis, brincando, pulando e comendo. Por isso tive o cuidado de gravar e buscar um diagnóstico da situação”, acrescentou Nilson, que mora em Camaragibe, a cerca de 25 quilômetros da granja.

Em contato por telefone, o diretor de Vigilância em Saúde de Abreu e Lima, Clodoaldo Borba, informou à reportagem que a prefeitura recebeu a notificação nessa quinta-feira (9) e articulou o caso com a SES-PE e a Cipoma. “O animal deve ser encaminhado para o Cetas [Centro de Triagem de Animais Silvestres]. A suspeita inicial é que possa ser herpes vírus, raiva, febre amarela ou envenenamento”, esclareceu. O resultado do laudo deverá sair em 20 dias.

Em nota, a SES-PE informou que foi notificada da ocorrência. A pasta informou que os órgãos ambientais e a vigilância do município, com o apoio da SES, estiveram no local na manhã desta sexta-feira (10), mas o animal não foi localizado. Ainda de acordo com a secretaria, "a notificação do adoecimento ou morte de primatas não humanos está instituída em Pernambuco desde 2017".

Todas as ocorrências do tipo devem ser informadas à secretaria de Saúde do município para a realização das ações necessárias. O órgão reforçou que animais silvestres não devem ser manuseados pela população, sendo necessário acionar o órgão competente. 

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