Saiba quem é a juíza Elizabeth Machado Louro, que atuou no julgamento do Caso Henry Borel
Magistrada presidiu júri mais longo da história recente do Tribunal de Justiça do Rio
A juíza responsável pelo julgamento da morte de Henry Borel — júri mais longo da história recente do Tribunal de Justiça do Rio —, Elizabeth Machado Louro ingressou na magistratura em 1996. Antes, tinha atuado por oito anos na Defensoria Pública. Atualmente preside o II Tribunal do Júri da Capital. Além do Direito, é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em entrevista ao GLOBO, em setembro de 2024, a magistrada disse que, por vocação, a mulher tem o dever de cuidar, o que faz a diferença na hora de julgar. A reportagem destacava o fato de, pela primeira vez, os quatro tribunais do júri da cidade do Rio estarem sendo presididos por mulheres
"Existe esse tabu de que mulher não tem pulso firme para sustentar um julgamento, mantendo a imparcialidade. E a mulher tem aquele pendor para o cuidado, o que faz com que ela tenha compaixão. Qualquer juiz precisa ter compaixão, seja com a vítima ou com o acusado, principalmente em uma sessão de julgamento de feminicídio", destacou na época a juíza, ressaltando o crescimento desse tipo de crime.
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Elizabeth Louro preside um dos julgamentos mais complexos do Rio: o da morte do menino Henry Borel, aos 4 anos, em 2021, cuja mãe, a professora Monique Medeiros, e o ex-namorado dela, o ex-vereador Jairo Souza Sa
Em 2017, ela participou do documentário “Legítima Defesa". A produção documenta o relato de três mulheres vítimas de violência extrema e abuso crescente de seus parceiros, que resulta na morte dos homens pelas companheiras. Em comum nos três relatos, estão o cotidiano de penúria nas comunidades periféricas do Rio e a opressão contínua sofrida pelas esposas e filhos. O desfecho da narrativa, no entanto, é inverso à realidade nacional.

