Coronavírus

Samu Recife registra 90 dias de queda nos chamados a casos suspeitos de Covid-19

Com a redução da demanda, será possível desativar a operação especial montada para a pandemia, como as ambulâncias adicionais e os contratos temporários

Prefeito Geraldo Julio (PSB)Prefeito Geraldo Julio (PSB) - Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

A Prefeitura do Recife registrou 90 dias de redução dos números de chamados do Samu Metropolitano do Recife em decorrência da Covid-19. Os dados foram anunciados pelo prefeito Geraldo Julio na manhã desta sexta-feira (7), quando o gestor afirmou que a redução da demanda de forma consolidada permitirá a desativação da operação especial montada para a pandemia, como as ambulâncias adicionais e também os contratos temporários. A partir do dia 15, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) voltará à sua condição normal de atendimento. Desde o socorro à primeira paciente com suspeita de Covid, no fim de fevereiro, até esta sexta-feira (07), o Samu Recife registrou 9.692 chamados por causas respiratórias, que geraram 4.461 atendimentos a pessoas com suspeita de Covid-19.

“O Recife chegou a 90 dias de redução dos acionamentos do Samu para casos suspeitos da Covid. Com isso, vamos poder desativar a operação especial, com ambulâncias adicionais e contratos temporários que foram feitos para atendimento no pico da pandemia. A partir do próximo dia 15, o Samu volta a ter a sua condição original de atendimento. Esse resultado só foi possível graças ao isolamento social que foi feito pelos recifenses, inclusive do lockdown que aconteceu no mês de maio, e por conta da prevenção, com o uso da máscara, limpeza das mãos e distanciamento social, que precisam continuar”, lembrou o prefeito Geraldo Julio.

No dia 04 de maio, o Samu Metropolitano do Recife chegou a receber 193 chamados para casos suspeitos da Covid-19, permanecendo acima de 150 ligações do tipo até meados de maio, quando os números começaram a cair justamente no período da quarentena mais rígida. O envio de ambulâncias para casos suspeitos de Covid também seguiu o mesmo fluxo, tendo seus números mais altos entre os dias 04 e 13 de maio, chegando a 80 envios de ambulâncias para atendimento por causas respiratórias no dia 13. Os indicadores começaram a cair na época do lockdown e hoje variam de 15 a 25 ambulâncias enviadas diariamente para socorro a pacientes com suspeita de Covid.

Segundo os dados da Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, o envio de ambulâncias do Samu acompanha o crescimento e a desaceleração da curva epidêmica. Em março, foram enviadas 403 ambulâncias para socorro a pacientes com sintomas respiratórios, 935 em abril, 1.673 em maio, 778 em junho e julho fechou com 544 envio de ambulâncias. A queda de maio para julho é de 67%.

O Samu tornou-se a porta de entrada para pacientes com sintomas respiratórios, bem como o responsável pelo transporte entre as unidades que fazem o primeiro atendimento, como as emergências das policlínicas, UPAs e os hospitais de referência para enfrentamento à Covid-19.  Para dar conta do aumento de demandas durante a pandemia, a Secretaria de Saúde do Recife reforçou o quadro de profissionais do Samu 192, com mais de 200 novos contratados emergencialmente, saltando de 600 para 800 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores socorristas e quadro administrativo. O Samu Recife ainda lançou mão de plantões extraordinários para ampliação do serviço e implantação de novas atividades. Os plantões extras já não vêm sendo necessários desde meados de julho.

A frota de veículos do Samu 192 também foi expandida, contando atualmente com 30 ambulâncias para atender as ocorrências no Recife, das quais 24 são Unidades de Suporte Básico e seis são Unidades de Suporte Avançado (UTIs móveis). Agora, será possível desativar essa operação especial montada pra pandemia e, a partir do próximo dia 15, o Samu Recife volta a circular com 23 ambulâncias - 19 unidades básicas e quatro UTIs móveis.

Veja também

Fogos em nove fazendas destruíram 141 mil hectares no Pantanal
Pantanal

Fogos em nove fazendas destruíram 141 mil hectares no Pantanal

China promete neutralidade em carbono até 2060
Meio Ambiente

China promete neutralidade em carbono até 2060