Sánchez pede "cautela" antes do início do desconfinamento na Espanha

A medida, que permite reuniões de até 10 pessoas além de velórios e enterros, ainda não inclui Madri e Barcelona

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, depois de uma reunião de gabinete no Palácio de Moncloa, em MadriO primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, depois de uma reunião de gabinete no Palácio de Moncloa, em Madri - Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, alertou neste sábado (9) que o coronavírus ainda está "à espreita", dois dias antes do início de um desconfinamento em etapas no país.

"Quero pedir toda a cautela e prudência, porque o vírus não desapareceu, ainda está à espreita", disse o líder socialista em um pronunciamento. Na segunda-feira, metade dos 47 milhões de espanhóis entra na fase 1 do período de confinamento, um processo em etapas que seguirá até junho.

A medida, que permite reuniões de até 10 pessoas além de velórios e enterros, ainda não inclui Madri e Barcelona, as duas regiões mais afetadas pela pandemia.

O desconfinamento vai começar por cidades como Sevilha e Saragoça e regiões como as Ilhas Baleares, o País Basco e a Galícia, que segundo o governo, têm capacidade suficiente em seus hospitais.

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A fase 1 vai permitir a reabertura de comércios de até 400m2, com capacidade limitada a 30%. Também voltarão a receber público, de forma reduzida, áreas externas de bares e restaurantes e museus.

Serão reabertas instalações esportivas ao ar livre e hotéis, mas áreas coletivas como piscinas e espaços para eventos devem permanecer fechadas.

A Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia no mundo, contabilizou 26.478 mortes até o momento, segundo o ministério da Saúde.

Nas últimas 24 horas aconteceram 179 óbitos, 50 a menos que na sexta-feira e bem abaixo do recorde de 950 por dia, no início de abril.

Os casos confirmados somam no total 223.578, incluindo 47.500 profissionais de saúde.

"O número de novos casos hoje (+604 em 24 horas) é muito favorável", disse Fernando Simón, diretor do centro de emergências de saúde.

O sistema de saúde "superou uma provação extrema", acrescentou Sánchez.

Seu governo obteve o apoio parlamentar necessário para prorrogar até 23 de maio o estado de emergência, em vigor desde 14 de março, que permite limitações estritas à liberdade de movimento e de reunião para combater a epidemia.

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