SDS determina prisão de 30 dias para PM acusado de matar estudante em Escada

Punição é paralela ao processo na Justiça, que pode resultar em 30 anos de prisão para policial

Marcelo Lauriano tinha 16 anos quando foi mortoMarcelo Lauriano tinha 16 anos quando foi morto - Foto: Reprodução

A Secretaria de Defesa Social (SDS) determinou prisão de 30 dias para o segundo sargento da Polícia Militar (PM) Miguel Furtado de Souza, acusado de matar o estudante Marcelo Lauriano Gomes Filho, 16 anos, durante uma abordagem policial em Escada, na Mata Sul do Estado, em 16 de junho de 2015. O jovem foi atingido na cabeça por um tiro de fuzil. O caso também está na Justiça e pode resultar em 30 anos de prisão para o policial, mas, até agora, não teve nenhuma audiência e segue sem previsão de desfecho.

A punição ao sargento foi definida em portaria assinada pelo secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e publicada no Boletim Geral da SDS. Segundo o texto, o PM estava no comando de uma guarnição da então Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac), atual Batalhão Especial de Policiamento do Interior (Bepi), quando recebeu a informação de que pessoas não identificadas estavam cometendo ilícitos a bordo de dois carros em Escada.

Quando o efetivo passou pela rua Comendador José Pereira, no município, avistou um Corolla sem placa e uma picape S-10, ambos parados em frente a uma agência do Banco do Brasil. Na tentativa de abordagem, Marcelo, que estava dirigindo a S-10, mesmo sendo menor de idade e não tendo carteira de habilitação, não atendeu à ordem para desembarcar do veículo e tentou fugir dirigindo. Na versão da SDS, “diante dessa reação do condutor, o aconselhado [PM processado] efetuou um único disparo de arma de fogo”.

A portaria da SDS ainda afirma que o sargento acumula 127 elogios decorrentes de ocorrências policiais relevantes e nenhuma punição disciplinar registrada. Por fim, destaca que, caso o acusado seja condenado a uma pena privativa de liberdade superior a dois anos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) representará para que o Tribunal de Justiça (TJPE) decida se o PM deve perder a graduação e ser excluído da corporação.

Veja também

Operação da PF investiga sobrepreço no Hospital de Campanha de Aracaju
Coronavírus

Operação da PF investiga sobrepreço no Hospital de Campanha de Aracaju

Detran prorroga prazo da vistoria de transporte escolar em Pernambuco
Transporte

Detran prorroga prazo da vistoria de transporte escolar em Pernambuco