Secretaria de Saúde do Recife alerta para prevenção das arboviroses

Em tempos de pandemia de Covid-19, a Vigilância Ambiental orienta que população elimine os focos do Aedes aegypti em suas casas

Mosquito Aedes aegyptiMosquito Aedes aegypti - Foto: Divulgação

Até o fim de março, na capital pernambucana, houve redução de 42,7% dos casos de arboviroses notificados e 58% dos casos confirmados, na comparação ao mesmo período de 2019, mas ainda assim é importante não se descuidar. Os dados, divulgados pela Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), neste domingo (12), alertam a população para que não deixem de tomar cuidado para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Em tempos de pandemia de Covid-19, a Vigilância Ambiental do Recife orienta que as pessoas aproveitem que estão mais em casa por causa do momento de distanciamento social para evitar a proliferação do coronavírus e eliminem os focos de mosquito em suas casas, já que mais de 80% são encontrados dentro das residências.

Leia também:
PE: combate a arboviroses tem este ano vacinação contra febre amarela para o público geral
Estados temem epidemias de dengue e outras doenças junto com coronavírus


Em 2020, foram notificados 508 casos de arboviroses na capital pernambucana, sendo 419 de dengue, 82 de chikungunya e sete de zika. Dessas notificações, foram confirmados 138 casos de dengue e 17 de chikungunya. Os bairros do município onde mais se registraram as doenças forram Ibura, Imbiribeira, Torrões, Areias e Ilha Joana Bezerra.

De acordo com esses estudos que identificam os locais de maior incidência de focos do Aedes aegypti, a Sesau fornece telas de proteção para caixas e reservatórios d’água. Essa é uma das atividades da rotina dos 700 Agentes de Saúde Ambiental e Controle de Endemias (Asaces) do Recife, que todos os dias realizam visitas domiciliares para fazer aplicação de larvicida biológico e dar orientações sobre como evitar a proliferação dos mosquitos.

Entre as estratégias adotadas pela Sesau para controle do Aedes aegypti estão a técnica de soltura de mosquitos estéreis no ambiente para reduzir a reprodução do inseto, as ovitrampas, que são armadilhas para monitorar a infestação do mosquito, e as Brigadas Contra o Mosquito, que tentam engajar diversas instituições públicas e privadas da cidade no controle do inseto. Denúncias de possíveis focos de mosquito podem ser feitas na Ouvidoria do SUS, através do telefone 0800.281.1520, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Veja também

Pesquisa: cepa do Amazonas do coronavírus gera mais carga viral
Pandemia

Pesquisa: cepa do Amazonas do coronavírus gera mais carga viral

IFA para produzir 12 milhões de doses de vacina chega ao Rio
Vacinação

IFA para produzir 12 milhões de doses de vacina chega ao Rio