Segundo cofre da Brinks era principal alvo da quadrilha em mega-assalto

Polícias Civil e Militar informaram que grupo é altamente organizado e tem atuações interestaduais

Vanildo Maranhão (chefe da PM), Joselito Kehrle (chefe da Polícia Civil) e Sandra Santos (chefe da Polícia Científica)Vanildo Maranhão (chefe da PM), Joselito Kehrle (chefe da Polícia Civil) e Sandra Santos (chefe da Polícia Científica) - Foto: Anderson Stevens/ Folha de Pernambuco

A quadrilha que atacou a empresa de valores Brinks não teria conseguido o principal objetivo da ação: chegar a um segundo cofre que guardava a maior quantidade de dinheiro. A informação é das polícias Civil e Militar, que repassaram mais detalhes do mega-assalto que aconteceu na madrugada desta terça (21), na avenida Recife, Zona Oeste da cidade, com troca de tiros e explosões que assustaram a população.

As duas explosões ouvidas por moradores de pelo menos cinco bairros próximos tiveram como alvos o muro da empresa e um primeiro cofre. Segundo delegado Joselito Kehrle, chefe da Polícia Civil, a empresa não revelou a quantia roubada.

Segundo as duas chefias, a ação da quadrilha foi frustrada pela ação rápida dos policiais. “Foi o BPTran (Batalhão de Polícia de Trânsito) que acionou o Ciods (Centro Integrado de Operações de Defesa Social) pedindo reforço, que chegou em, no máximo, 15 minutos”, disse o coronel da PM Vanildo Maranhão, negando informações da população de que o policiamento tenha demorado mais de uma hora para chegar ao local. “Se tivessem demorado tanto, o segundo cofre teria sido explodido também”, completou. O efetivo total foi de 138 policiais.


A blitz do BPTran próxima á sede da Brinks é rotineira e, para a polícia, foi nela que começou a desorganização da ação dos bandidos. “Os criminosos passaram pela blitz, desembarcaram e tiveram que fazer o perímetro de segurança deles”, comentou o coronel Maranhão.

Foi a primeira vez que a Polícia chegou próximo dessa quadrilha, que seria altamente organizada. Já há indícios da origem do grupo, mas não foram repassadas informações, consideradas estratégicas para as investigações. O delegado confirmou que essa associação criminosa tem atuação interestadual.

De acordo com a chefe da Polícia Científica, Sandra Santos, seis equipes foram deslocadas para “fazer local de crime” e as investigações deste caso são prioritárias. “Recolhemos impressões papilares, armamento, imagens e os exames de balística, papiloscopia, DNA e informática forense já começaram”, detalhou. Os laudos devem sair em 10 dias.

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