Segurança da informação é o foco das corporações

Se não é, deveria ser, já que um deslize pode comprometer a imagem da organização

"A Palo Seco" é o segundo espetáculo montando pela Cia Karina Leiro"A Palo Seco" é o segundo espetáculo montando pela Cia Karina Leiro - Foto: Lane Hans/Divulgação

Uma das maiores preocupações de empresas atualmente é a segurança da informação. Ou, ao menos, deveria ser. As corporações estão cada vez mais conectadas - e seus colaboradores também. Isso faz crescer exponencialmente os riscos de invasões. Atualmente, o setor de segurança é um dos que mais crescem dentro da Tecnologia de Informação. Quando se fala em segredos empresariais, um deslize pode comprometer a imagem da organização.

Hoje, todo mundo quer trabalhar com seu próprio aparelho, o que é um risco. "Garantir segurança no ambiente corporativo é um desafio grande. Se um funcionário clica em um link que não deveria com um celular que usa no trabalho, ele pode em seguida enviar um e-mail corporativo que já vai estar infectado", explica a especialista em segurança digital Graça Sermoud. A grande meta, então, é encontrar o ponto de equilíbrio entre liberar o uso e o monitoramento.

Além de monitorar, é preciso conscientizar os colaboradores. "O conceito de 'bring your own device' ['traga seu aparelho', em inglês] não é mais uma tendência, mas realidade. Campanhas com os trabalhadores no sentido de orientar sobre o bom uso dos aparelhos, principalmente os móveis, devem ser reforçadas periodicamente", indica o executivo-chefe de TI do Cesar, Carlos Sampaio.

Entre as ameaças, a que mais cresce é o ransomware, ou sequestro de dados, uma aplicação maliciosa que criptografa informações do sistema infectado e cobra um valor de "resgate" para que o acesso seja reestabelecido. "Esse tipo de ataque afeta muito as médias empresas, que às vezes não fazem uma coisa básica, que é ter um backup das informações. O sequestro acaba se valendo dessa vulnerabilidade, que não é uma questão complexa, mas até grandes empresas incorrem nesse erro", explica Graça Sermoud, organizadora do Congresso Security Leaders, que ocorre nesta quarta-feira (27), das 8h30 às 18h, no JCPM Trade Center.

O evento vai reunir pessoas ligadas ao setor para debater tendências para o futuro. “Vamos debater temas como inovação em segurança, internet das coisas e estratégias de reação”, cita Graça. Haverá palestras e painéis com especialistas de diversas organizações como o Cesar, o Centro de Informática da UFPE, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado. A inscrição é gratuita e pode ser feita na hora.

Prevenção

Graça compara as medidas de segurança de uma empresa a uma casa. "O muro da casa é o seu firewall e antivírus, a primeira barreira contra a invasão. É importante também a empresa monitorar a rede, o que podemos comparar a câmeras de vigilância. Em última instância, é importante ter uma resposta rápida a invasões: o cachorro", diz.

Os danos de uma invasão podem ser profundos. "Vão desde estragos à imagem da corporação até perdas financeiras. Uma empresa que emite pagamentos e boletos, por exemplo, pode ser invadida para emitir documentos falsos. Empresas que não lidam com dinheiro podem ter problemas com usuários. Em ambos os casos, a perda da confiança é uma ameaça grave", cita Carlos Sampaio.

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