Segurança passa a ser o “calo” do governador

Tanto a Polícia Civil como a Polícia Militar estão com milhares de cargos vagos, que não são preenchidos por falta de recursos

Cantor DilsinhoCantor Dilsinho - Foto: Reprodução/Instagram

O aumento dos índices de violência em Pernambuco é o maior problema com que se defronta hoje o governo Paulo Câmara. Desde que o “Pacto pela Vida” começou a fazer água não por erro de concepção e sim por falta de recursos para executá-lo, os índices de violência têm aumentado em praticamente todas as áreas: homicídios, latrocínios, explosão de agências bancárias, assaltos a ônibus em plena luz do dia, assassinato de mulheres, etc. O governador trocou recentemente o secretário de Defesa Social. Mas a simples troca do ocupante da pasta não é solução para o problema. Conforme já reconheceu o novo secretário, Ângelo Gioia, em sua primeira coletiva de imprensa, o que dá segurança à população é a polícia nas ruas, mas é justamente isto o que está faltando. Tanto a Polícia Civil como a Militar estão com milhares de cargos vagos e o governo não os preencheu até agora por falta de recursos para fazê-lo.

Tanto a Polícia Civil como a Polícia Militar estão com milhares de cargos vagos, que não são preenchidos por falta de recursos

Entregue à própria sorte
O PSB disputa o 2º turno em nove cidades, entre as quais Olinda, mas o candidato a prefeito nesta última, Antonio Campos, tem comido o “pão que o diabo amassou” em matéria de recursos financeiros. Tem perdido apoios políticos por falta do “mínimo do mínimo” para segurar suas lideranças e não há qualquer indício de que as cúpulas local e nacional estejam interessadas na sua vitória.

Posse > Camilo Simões, o jovem secretário de turismo da PCR que morreu domingo, de infarto, aos 31 anos de idade, era filho de Luciano Simões que chefiou o setor de contrapropaganda da campanha de Roberto Magalhães contra Marcos Freire, pelo Governo do Estado, em 1982. Depois, escreveu o livro “A posse de véspera”.
Subida > Segundo o Ibope, quando Geraldo Júlio (PSB) começou sua campanha à reeleição, metade dos eleitores do Recife reprovavam a sua gestão. Hoje, 62% se dizem satisfeitos com o seu governo.
Doidice > O “controle interno” da Prefeitura de Paudalho trocou os pés pelas mãos em 2014 e mandou creditar na conta do prefeito José Pereira (PSB) 221 diárias, quando o ano teve, apenas, 256 dias úteis.

Vítima > A “Operação Caixa de Pandora” é uma faca de dois gumes para o candidato a prefeito Manoel Neco (PDT) em Jaboatão dos Guararapes. Ele tanto pode se acabar, eleitoralmente, como virar “vítima”.

Muda PT > O deputado Sílvio Costa (PTdoB), que não é petista, tem participado de reuniões de alas do partido que desejam substituir a direção nacional a partir de 2017 e rever o programa partidário. Ele considera possível construir uma “nova esquerda”, não sectária, desde que se atente para o que ocorre no mundo.
Escolha > O governador Paulo Câmara e o comando estadual do PSB decidiram apoiar Tony Gel (PMDB), em Caruaru, após chegarem à conclusão de que Raquel Lyra (PSB) não estará no palanque da Frente Popular em 2018. Ela é vista, desde já, como aliada da oposição, seja quem for o candidato a governador.
Sessentão > Sávio Torres (PTB), prefeito eleito de Tuparetama (Pajeú), vai completar 60 anos na próxima 6ª feira e realizar um “festão” em sua cidade para comemorar a vitória e o aniversário. Foram convidados o senador Armando Monteiro, o presidente estadual do PTB, José Humberto e os deputados Ricardo Teobaldo (PTN) e Ângelo Ferreira (PSB). Este último, que se elegeu prefeito de Sertânia, é um velho aliado do político petebista.

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