Sem Lula, Tarso Genro admite apoiar Boulos ou Manuela para a Presidência

Mesmo confrontado com a hipótese de o PT ter um substituto a Lula, o chamado Plano B, Tarso afirma que poderá apoiar Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D'Ávila (PC do B)

Tarso GenroTarso Genro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dia depois do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, nesta terça-feira (10), foi a vez do ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro admitir a possibilidade de apoiar um candidato de outro partido, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de disputar a Presidência.

Mesmo confrontado com a hipótese de o PT ter um substituto a Lula, o chamado Plano B, Tarso afirma que poderá apoiar Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D'Ávila (PC do B). Ele exclui o pedetista Ciro Gomes de sua lista.

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"Lula é o meu candidato até o último minuto. Se ele não for, estou aberto ao melhor candidato que unifique a esquerda. Boulos e Manuela são dois grandes nomes", afirmou.

Na noite de segunda-feira (9), durante o debate promovido pelo INP (Instituto Novos Paradigmas), Tarso foi mais enfático. Ao lado do candidato do PSOL, Genro definiu a figura de Boulos como marcante na política brasileira.

"Se o presidente Lula, que é o maior e mais completo líder popular do país, não for o candidato, porque está sob ataque de um violento processo de lawfare, eu vou te apoiar, por uma série de razões que estamos inclusive debatendo aqui", disse Genro a Boulos.

A exemplo de Boulos, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu unidade dos partidos de esquerda. "Hoje, temos bons níveis de unidade porque essa unidade é defensiva, mas e fora da ideia defensiva? Este tipo de reunião é importante para pensar juntos, com generosidade. Nós estamos dispostos a colocar o que temos a serviço desse processo político. Esse é o nosso gesto", afirmou.

Os deputados petistas Maria do Rosário e Henrique Fontana participaram do debate. Na manhã desta segunda, às portas do PT, Wagner defendeu que o partido apoie o candidato de outro partido se Lula não concorrer.

Segundo Wagner, lançar um plano B seria se render a uma imposição da Justiça.
"Sou contra escalar um substituto", afirmou. Convidada por Genro, que é presidente do conselho do instituto, Manuela não participou do encontro.

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