Senador agora se obriga a enfrentar Paulo Câmara

Pesquisa de opinião realizada agora tende a ser favorável ao senador Armando Monteiro

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O senador Fernando Bezerra Coelho negociou seu ingresso no MDB com o presidente Romero Jucá com o compromisso de ser o candidato do partido ao governo de Pernambuco, Conforme palavras do próprio Jucá, entre ser “sublegenda do PSB”, apoiando a reeleição de Paulo Câmara, e concorrer com candidato próprio, o partido optou por esta última alternativa. Agora, o senador Fernando Bezerra está obrigado a ser candidato, independente do acordo celebrado em Caruaru, no último dia 3, com o senador Armando Monteiro (PTB), o ministro Mendonça Filho (DEM) e o deputado Bruno Araújo (PSDB) no sentido de que as oposições lancem apenas um candidato para facilitar a sua unidade. O nome seria escolhido mediante pesquisa, a fim de ser anunciado até o dia 20 de abril. A pesquisa, óbvio, tende a ser favorável ao petebista, por dois motivos: está em campanha há muito mais tempo e tem uma estrutura política e partidária superior à do MDB. Quanto a Fernando Bezerra, leva vantagem em dois aspectos: tem mais tempo de rádio e televisão e mais entusiasmo para participar de uma disputa majoritária. Em todo caso, o novo presidente do MDB pernambucano está numa encruzilhada. Se for candidato como prometeu ao senador Romero Jucá, estará descumprindo o compromisso assumido com os companheiros da oposição. Se não for, terá que dar explicações convincentes a Romero Jucá.

Que decepção!
Raul Henry decepcionou-se, e com razão, com o voto do deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) a favor da dissolução do MDB de Pernambuco. Raul é ligado a Jarbas Vasconcelos e Perondi ao ex-senador Pedro Simon. Jarbas e Simon sempre foram tidos no MDB como integrantes da sua “banca ética”. Daí a decepção do vice-governador com o voto do discípulo de Simon.

O apagão > Eduardo da Fonte (PP) entrou com representação ontem na Procuradoria Geral da República pedindo investigação sobre o “apagão” que deixou sem luz ontem, durante algumas horas, vários estados do Nordeste. Coincidência ou não, quando houve um “apagão” no governo FHC o ministro de Minas e Energia era o pernambucano José Jorge. Hoje é Fernando Filho.

Carro-chefe > Sílvio Costa está tentando formar uma “chapinha” só com candidatos a deputado estadual pelo Avante. Ele diz já ter mais de 50 pré-candidatos. Mas independente de ser verdade ou não, o “puxador de votos” será José Augusto Maia, ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe.

Ponto final > A executiva nacional do MDB promete não fazer novas intervenções em diretórios estaduais, pelo menos até o final deste ano. Os dois que contrariaram o presidente Romero Jucá foram dissolvidos e entregues a outras pessoas: Tocantins e Pernambuco.

Caso raro > Ocorreu em Pernambuco após a eleição de 2014 o que talvez nunca mais se repita: quatro deputados federais da Frente Popular convocados para o secretariado de Paulo Câmara e outros quatro para o ministério do presidente Temer. Assumiram vários suplentes com menos de 50 mil votos, ao passo que Mozart Sales (PT), com mais de 70 mil, permanece na planície.

É isso mesmo! > Continua de pé a decisão do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), de só conversar com os candidatos a governador com o nome do irmão, André Ferreira (PSC), para o Senado. Ele está convencido de que André se elegerá, fácil, com apoio do público evangélico.

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