Senador sofre primeira derrota no PT estadual
Humberto Costa defendia dentro do PT a volta do partido à Frente Popular
O PT pernambucano está tão fragilizado após a saída de João Paulo dos quadros do partido que ficou sem poder de fogo até para negociar uma aliança com o PSB visando às próximas eleições, como era desejo do senador Humberto Costa. Aliás, o líder da Oposição no Senado acaba de sofrer internamente uma grande derrota. O partido aprovou uma resolução pela qual deve ter o seu próprio candidato ao Governo do Estado. O nome será conhecido até o próximo mês de maio. Era desejo do senador oferecer o apoio do seu partido ao governador Paulo Câmara em troca de sua candidatura à reeleição na chapa da Frente Popular. Só que, minoritário hoje no partido, que perdeu vários quadros para o PCdoB, entre eles o ex-prefeito do Recife, o senador terá que conviver agora com uma situação que não estava nos seus planos: apoiar um desses três pré-candidatos ao Palácio do Campo das Princesas: a vereadora Marília Arraes, o deputado Odacy Amorim ou o militante José de Oliveira. Se voltasse à Frente Popular, o PT caminharia sem sua base sindical representada pela CUT, Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação). Agora, a luta do senador será pela sua sobrevivência política. Como não tem mais bases para concorrer à reeleição, resta-lhe a opção de lutar por um mandato de deputado federal, já que o PT-PE não tem nenhum.
Que danado é isto?
O povão não sabe o que o é “tríplex”, nem “corrupção passiva” e nem “lavagem de dinheiro”, por isso começa a crer na versão petista de que Lula foi “injustiçado” ao ser condenado pela Justiça a 12 anos e 30 dias de prisão. Essa é a principal razão pela qual o ex-presidente continua com a popularidade em alta no Nordeste. Tem hoje na região 51% de intenções de voto.
Bodas de prata > A Inspetoria do TCE em Garanhuns completa hoje 25 anos e haverá comemoração com a presença do presidente Marcos Loreto. O edifício foi batizado com o nome de José da Costa Porto, ilustre pernambucano de Canhotinho que foi constituinte em 46, ministro da Agricultura de Café Filho e presidente do BNB.
Todos por um > Raul Henry (MDB) acredita que o palanque de Paulo Câmara (PSB) terá cerca de 20 partidos, cada um deles como seu “projeto nacional”. PDT com Ciro Gomes, PCdo B com Manuela D’Ávilla, PSD com Geraldo Alckmin, PSB com Joaquim Barbosa, e assim por diante.
Coisa estranha > Só no Brasil acontece isto. Joaquim Barbosa (ex-STF) foi atraído para o PSB para ser candidato a presidente da República, mas não conhece sequer todos os membros da direção do partido. Vai haver reunião específica
para que ele seja “apresentado”.
É triste > Como disse FHC, ninguém deveria se alegrar com a prisão de Lula, o maior líder popular do Brasil nos últimos 50 anos. Diga-se o mesmo sobre Aécio Neves (PSDB), que virou réu no STF após ter recebido 50 milhões de votos para presidente da República em 2014.
Em silêncio > Os deputados Antonio Moraes, Ricardo Costa e Roberta Arraes migraram para o PP, por acharem que nesse partido será mais fácil lutar pela reeleição. Eles tinham a cara do PSDB, MDB e PSB, respectivamente. Coisas da nossa política!

