"Será que as empresas estão mesmo preocupadas com a segurança?", questiona Gioia

Secretário de Defesa Social diz que é mentira que policial usava fuzil emprestado

Ângelo Gioia, titular da SDSÂngelo Gioia, titular da SDS - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Para o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, a empresa de segurança Brinks também tem sua parcela de responsabilidade no assalto. O local foi alvo de um violento ataque na madrugada desta terça-feira (21), na Zona Oeste do Recife. Gioia falou sobre o assunto nesta terça-feira (21), durante a coletiva de de imprensa sobre o esquema de segurança do Carnaval.

Gioia diz que as instalações físicas da Brinks não atendem aos padrões de segurança e sugere uma mudança na legislação para esses tipos de empresa. O secretário disse que a equipe dele irá levantar as fragilidades estruturais com mais detalhes. "O telhado é de amianto, as paredes de tijolo são de fina espessura e dão acesso a um posto de gasolina, sendo facilmente quebrada com explosões. Vale até salientar: será que essas empresas estão mesmo preocupadas com a segurança?", questiona o secretário.

Durante a coletiva, o secretário foi questionado sobre informação de que policiais estariam usando fuzis e armas emprestadas. "Essa informação é clandestina. É mentira. Há um convênio legal com o Exército para ceder armas, ou seja, o armamento é suficiente. Também não procede essa história de que a tropa trabalha de colete vencido. A tropa não é onipresente, mas está nas ruas. Inclusive, a equipamos com novas viaturas e armamentos", assegura.

As imagens das câmeras de segurança da Secretaria de Defesa Social já estão nas mãos da Polícia Civil para investigação do assalto à empresa de transporte de valores Brinks. De acordo com Gioia, a tropa foi enviada ao local, na Zona Oeste do Recife, para fazer diligências, identificar os suspeitos e efetuar as prisões. 

Pelas provas do crime colhidas, O secretário garantiu que a prisão dos suspeitos será feita nas próximas semanas. E garantiu que, até lá, o monitoramento será contínuo a fim de evitar novos confrontos.

Gioia afirmou que descobriu a construção abandonada onde o grupo de mais de 20 homens estava escondido antes da investida criminosa. A tropa, segundo ele, tem informações suficientes para fazer as investigações, como máscaras de gás usadas no momento da ação, cápsulas e grampos espalhados, além de um CD com imagens captadas pelas câmeras da Secretaria de Defesa Social (SDS).

"Pelo modus operandi, estamos falando de um grupo criminoso de atuação nacional, fortemente armado com munições que não são fabricadas no Brasil. A Rádio Patrulha e o Ciods atuaram dentro de suas capacidades e não deixaram a desejar em nenhum momento. Evidente que eles tentaram desafiar as nossas forças de segurança, mas a Polícia Militar soube dar a sua resposta", afirma o gestor. Três policiais ficaram feridos durante a operação, mas Gioia garantiu que passam bem.

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