Serviço de radioterapia mantido por seis meses

De acordo com a promotora Helena Capela, serviços vão funcionar "num patamar mínimo de radiação, porque se parasse iria ser pior para a população”

Máquinas do HCP funcionarão sob supervião da ApevisaMáquinas do HCP funcionarão sob supervião da Apevisa - Foto: Maurício Ferry//Arquivo Folha

 

Máquinas de radioterapia do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) e do Instituto de Radioterapia Waldemir Miranda (IRWAM), que estariam fora do atendimento ao SUS por baixa emissão de radiação, permanecerão funcionando sob supervisão da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) por mais seis meses. O equipamento do HCP que já havia sido desativado há 12 dias voltará a funcionar após reparos.

O do IRWAM seria aposentado até fevereiro. Essa foi a saída encontrada pelo Ministério Público de Pernambuco para que a população não ficasse desassistida de dois dos principais serviços de tratamento ao câncer. Uma audiência comandada pela promotora Helena Capela, na última quinta-feira (19), indicou que durante esse prazo os serviços concluam a compra e instalação de novos equipamentos.

“Os serviços vão funcionar durante seis meses num patamar mínimo de radiação, porque se parasse iria ser pior para a população. Eles mostraram que não teriam como fazer em prazo inferior porque as são máquinas importadas”, comentou a promotora.

Helena Capela ainda deu cinco dias para que o Estado apresentasse um plano de gerenciamento de pacientes. O planejamento deve incluir quem já faz radioterapia e daqueles que estão na fila para iniciar o tratamento, uma vez que o MPPE verificou que Pernambuco só teria credenciado ao SUS oito máquinas.

Não há números oficiais de quantas pessoas estão na fila. Houve a promessa ainda de que os serviços ampliassem os turnos de atendimento. O gestor da Apevisa, Jaime Brito, disse que o monitoramento no HCP e IRWAM serão mensais. Ele destacou ainda que não há risco para os pacientes que serão expostos ao tratamento nessas máquinas.

O mesmo foi reforçado pela Secretaria Estadual de Saúde. Além da questão técnica desses dois serviços o débito de R$ 2,3 milhões do Estado com o serviço Ivo Roesler, particular conveniado ao SUS, deverá ser sanado até junho. O espaço poderia se descredenciar. Sobre o lapso de 12 dias sem uma das máquinas no HCP, a assessoria de comunicação da unidade informou que esse período os pacientes realizaram o tratamento em uma das outras duas máquinas que existem no hospital.

 

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