Servidores da Ebserh fazem greve parcial no Hospital das Clínicas da UFPE

Com a greve, que é nacional, apenas consultas eletivas - que não põem a vida do paciente em risco - são suspensas ou adiadas. Na ala de obstetrícia de alto risco, 70% do atendimento está mantido

Hospital das Clínicas da UFPEHospital das Clínicas da UFPE - Foto: Arthur de Souza

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) lotados no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão em greve por tempo indeterminado. De acordo com a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Pernambuco (Sindsep-PE) - também funcionária da Ebserh -, Gislaine Fernandes, a principal reivindicação da categoria se refere ao dissídio coletivo de 2017 que não foi repassado.

“Não temos observado o respeito ao trabalhador. Fizemos um acordo coletivo e estamos há dois anos sem receber reajuste. Além disso, trabalhamos em condições precárias. Faltam insumos e não conseguimos dar assistência de qualidade à população”, destacou Gislaine.

Com a greve, que é nacional, apenas consultas eletivas - que não põem a vida do paciente em risco - são suspensas ou adiadas. Na ala de obstetrícia de alto risco, 70% do atendimento está mantido.

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Empregados da Ebserh realizam panfletagem hoje nas portarias do HC para informar à população a pauta de reinvindicações. “Não queremos prejudicar nenhum serviço. Queremos condições melhores de trabalho. Faltam leitos e temos que lidar com superlotações”, ressaltou a diretora do Sindsep-PE.

Por nota, a direção do HC afirmou que os serviços de assistência nos laboratórios, ambulatórios, internamentos e cirurgias “estão transcorrendo no padrão observado nos dias anteriores”.

“A Ebserh mantém aberto o diálogo com os empregados para finalizar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018-2019 ao apresentar propostas com avanços nas cláusulas sociais e aumento salarial”, reforçou a nota. “A Ebserh reforça que se mantém, junto aos seus empregados, na direção de modernizar a gestão dos hospitais universitários federais e oferecer melhores condições de trabalho nas unidades. A previsão é finalizar 2018 com cinco mil contratações via concurso público”, finalizou. Vinte hospitais universitários, em 14 estados, aderiram à greve.

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