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Saúde

Setembro amarelo: saiba como a alimentação afeta o quadro depressivo

Como a depressão envolve problemas metabólicos e hormonais, a situação pode ser agravada devido à deficiência de hormônios ou neurotransmissores

Hidratação e dieta balanceada, rica em frutas e vegetais, ajudam a manter boa imunidadeHidratação e dieta balanceada, rica em frutas e vegetais, ajudam a manter boa imunidade - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

É fundamental cuidar da depressão começando pela mente. Um acompanhamento com psicólogo é importante para entender o que levou à doença e como reverter o quadro. Mas não é só na cabeça que o problema existe. O corpo também dá sinais e precisa de cuidados.

A depressão também envolve problemas metabólicos e hormonais no corpo do paciente. A falta ou deficiência de hormônios ou neurotransmissores podem ser agravadas com uma dieta pobre e o sedentarismo, por exemplo. Consumir alimentos embutidos, frituras, processados, que agravam um processo inflamatório no corpo, podem causar uma deficiência de serotonina e piorar a comunicação com o cérebro e todos os demais sistemas do corpo.

O nutrólogo Diego Santos explica que, principalmente a vitamina B12, também conhecida como Cobalamina, desempenha uma série de funções essenciais para o nosso organismo, sendo importante para, entre outras coisas, manter o metabolismo em funcionamento.

“Sintomas como fadiga, sensação de cansaço constante, dificuldade para respirar, quadros depressivos, problemas de memória, podem estar associados, mas apenas um médico poderá diagnosticar de fato”, salienta.

Quanto à questão hormonal, o nutrólogo afirma que uma série de hormônios que, quando bem alterados, podem desencadear a depressão. “É o caso da corticotrofina, do cortisol, do estrogênio, da progesterona e do T4. Alguns dificultam a comunicação cerebral. Outros interferem na ação da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar. A depressão quase sempre está relacionada à depleção de serotonina”, explica. 

Um grande aliado no tratamento da depressão é a realização de atividades físicas, que melhoram o quadro progressivamente. “Durante os exercícios ocorre a liberação de um hormônio chamado endorfina (conhecido como o hormônio da alegria, que promove a sensação de bem-estar, euforia e alívio de dores) e da dopamina (que gera efeito tranquilizante e analgésico na pessoa que pratica)”, explica Diego Santos.

“Se você observar bem, nos dias em que as pessoas fazem exercício físico, o momento pós faz com que elas se sintam melhores e com menos vontade de comer comidas não saudáveis, por exemplo. Isso ocorre porque já houve a liberação de hormônios do bem estar, que seriam buscados inconscientemente pelo corpo através da bebida ou comida”, justifica.

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