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Sítio Histórico de Olinda está sem videomonitoramento

'A quase um mês' do Carnaval, as 40 câmeras instaladas na localidade estão com defeito

Arrastão em OlindaArrastão em Olinda - Foto: Priscilla Aguiar/Folha de Pernambuco

A área do Sítio Histórico de Olinda - palco não só de uma das maiores atrações de Carnaval do Estado, mas também das prévias - está sem monitoramento com câmeras de vigilância. A informação foi confirmada, nesta segunda-feira (23), pelo comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Carlos D'Albuquerque. No domingo (22), a Cidade Alta registrou casos de violência, brigas e até tiros. 

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"A SDS (Secretaria de Defesa Social) e o Ciods (Centro Integrado de Operações de Defesa Social) está fazendo esforços para reativar 40 câmeras, que hoje estão com defeito. Enquanto não funciona, infelizmente o monitoramento é feito pelo efetivo que está na rua", disse o coronel. Ainda segundo D'Albuquerque, a previsão é que os equipamentos voltem a ser ativados nos próximos 15 dias - ou seja, até meados de fevereiro.

Apesar do prazo divulgado pela PM, o Carnaval já dá seus primeiros passos no Sítio Histórico - e a violência acompanha os foliões. Neste domingo (22), quem foi a Olinda em busca de festa e diversão encontrou também brigas, tiros e medo nas ladeiras da Cidade Alta.

Houve correria e até invasão ao Consulado do Uruguai, que fica na rua Prudente de Morais, e policiais militares também entraram no local em busca de um suspeito. Foliões também avistaram gente com garrafa de vidro, pedaço de madeira e faca nas mãos.

Confira o vídeo feito pelo Folhape:



De acordo com a PM, 80 policiais circulam pelo Sítio Histórico durante o fim de semana, mas os números deste domingo teriam superado 100 agentes. "Todas as ocorrências tiveram presença da polícia. Se não para evitar, mas para reprimir", comenta o coronel.

O comandante-geral ainda relatou o problema de uso e venda de garrafas de vidro em Olinda durante as prévias. "No Carnaval, isso é regra: não se deve comercializar vidro, que são armas. É uma questão cultural, é preciso mudar para materiais de plástico", afirma.

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