Só estado de calamidade não resolve o problema

Governadores correm o risco de banalizar o "estado de calamidade" se ele não vier acompanhado de socorro financeiro

AliadosAliados - Foto: Divulgação

Inspirados em Francisco Dornelles, governador interino do RJ, que a 49 dias do início das Olimpíadas assinou decreto colocando a unidade federativa em “estado de calamidade pública”, face ao estrangulamento total de suas finanças, 14 governadores do Norte e Nordeste, entre eles o pernambucano Paulo Câmara, pretendem fazer o mesmo em seus estados. Eles também decretariam “estado da calamidade pública” como forma de pressionar o presidente Michel Temer a socorrê-los, já que muitos encontram dificuldades até para pagar a folha de pessoal. No entanto, é preciso cautela para que essa medida não seja banalizada, sem consequência prática alguma. No caso do Rio, o governo federal foi obrigado a socorrê-lo com R$ 2,9 bilhões para não tirar o brilho das Olimpíadas. No caso dos outros 14 estados, o risco que os governadores correm é assinar o decreto e ficar tudo por isso mesmo, ou seja, sem socorro financeiro algum.

O reacionarismo das Centrais

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) define como “reacionária” a resistência das centrais sindicais às reformas trabalhista e previdenciária que o governo Temer deseja implementar. Diz que a esquerda brasileira “envelheceu” porque mantém os mesmos conceitos que defendia na década de 50. Exemplo? A UGT comprou uma página na Folha de São Paulo (13/9) para dizer que é contra as duas reformas.

Concessões > Até no “pacote de concessões” do governo Temer ficou claro que o Nordeste é o “primo pobre” da federação. À exceção dos aeroportos de Salvador e Fortaleza e de uma mina de fosfato entre PE e PB, todos os outros 31 projetos que serão oferecidos à iniciativa privada ficam no Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

Fantasma > O crescimento do Professor Lupércio (SD) na disputa pela prefeitura de Olinda continua assustando os candidatos Izabel Urquiza (PSDB), Antonio Campos (PSB) e Ricardo Costa (PMDB).

Pé no chão > Paulo Câmara fez caminhada ontem em Ipojuca com o prefeito e candidato à reeleição Carlos Santana (PSDB), cuja disputa com o ex-vereador Romero Sales (PTB) está acirrada.

Clássico > Como já é tradição no município, Lajedo terá este ano uma das eleições mais disputadas do Agreste Meridional entre o prefeito Rossine Blesmany (PSD) e o ex Antonio João Dourado (PSB).

Previsão > Pelos cálculos de Marcelo Soares (PCdoB), presidente da Câmara de Olinda, a eleição está com “cara de 2º turno” entre Luciana Santos (PCdoB) e Izabel Urquiza (PSDB). Ele não subestima a força de Lupércio (SD), que foi vereador antes de ser deputado estadual, mas o acha muito preso aos evangélicos.

Enxame > Depois de Olinda, a cidade pernambucana com o maior número de candidatos a prefeito é Ouricuri, no sertão do Araripe: oito. Os mais fortes são o prefeito Cézar de Preto (PSB), que tem o apoio de 13 partidos e o ex-prefeito Ricardo Ramos (PSDB), que é apoiado por seis e o pai, o ex-prefeito Biu Ramos.

Despolitização > Nunca, antes, na história política do Recife, houve uma eleição para prefeito tão despolitizada quanto a atual. O debate sobre construção de creches, escolas, postos de saúde e ciclovias é importante, mas falta uma “pitada política” para diferenciar os candidatos. Já a “overdose” de inserções nas emissoras de rádio reduziu drasticamente a audiência, segundo atestam candidatos a prefeito e vereador da área metropolitana.

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