Sobe para 12 número de mortes confirmadas por febre amarela no Rio de Janeiro

Ao todo, os municípios fluminenses somam 33 casos, incluindo as12 mortes

Mosquito transmissor da Febre amarela, Haemagogus leucocelaenusMosquito transmissor da Febre amarela, Haemagogus leucocelaenus - Foto: Fio Cruz

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou nesta quarta-feira (31) mais uma morte por febre amarela. A vítima é do município de Sumidouro. No total, o estado registra 12 óbitos pela doença desde o início do ano. As demais mortes ocorreram nas cidades de Valença (4), Teresópolis (2), Nova Friburgo (1), Miguel Pereira (1), Rio das Flores (1), Cantagalo (1) e Paraíba do Sul (1).

Ao todo, os municípios fluminenses somam 33 casos, incluindo as12 mortes. Os dados levam em consideração o local de provável infecção. A principal preocupação é com Valença, que concentra 42,4% dos registros. Até o momento, a doença já fez 14 vítimas na cidade.

Leia também:
Casos de febre amarela crescem 64% em uma semana
Estado do Rio vacina cerca de 500 mil pessoas no Dia D contra a febre amarela


A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e atinge humanos e macacos. No meio rural e silvestre, ele é transmitida pelo mosquitos Haemagogus e Sabethes. Em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. Desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. A principal medida de combate à doença é a vacinação.

Macacos
De acordo com o informe da SES-RJ, há apenas um caso confirmado de febre amarela em macaco no estado do Rio de Janeiro. O animal foi encontrado em Niterói. O Instituto Jorge Vaitsman, vinculado à Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) da prefeitura do Rio de Janeiro, é o responsável por realizar as necrópsias dos macacos encontrados mortos no estado. Um balanço divulgado na semana passada mostrou que mais de 130 primatas morreram desde o início de 2018. Cerca de 69% deles registram sinais de ataques por humanos, seja por espancamento ou envenenamento.

Assim como os humanos, os macacos são hospedeiros da doença e não transmitem a febre amarela. Nos animais, a infecção dura entre três e cinco dias e, após esse período, eles morrem ou se tornam imunes.

A Linha Verde, programa do Disque-Denúncia específico para delatar crimes ambientais no Rio de Janeiro, lançou uma campanha contra as agressões aos macacos. As denúncias podem ser feitas por meio dos telefones 2253-1177 (para chamadas na capital) e 0300-253-1177 (interior do estado, custo de ligação local) ou por aplicativo para celulares. De acordo com a legislação ambiental, matar animal silvestre é crime e o autor pode ser condenado a uma pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

Caso alguém encontre macacos mortos ou com comportamento anormal - afastado do grupo, com movimentos lentos, aparentando estar doente -, a orientação da SES-RJ é informar a secretaria de saúde do respectivo município.

Veja também

Ministério da Agricultura: fábrica da Backer continua interditada
Brasil

Ministério da Agricultura: fábrica da Backer continua interditada

Letalidade menor da Covid-19 eleva dúvidas sobre confinamentos, diz epidemiologista
Entrevista

Letalidade menor da Covid-19 eleva dúvidas sobre confinamentos, diz epidemiologista