SP aprova alteração de feriado de 9 de julho para segunda

Antecipado, feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 encerrará megaferiado de seis dias

Sessão virtual da Alesp durou 14 horasSessão virtual da Alesp durou 14 horas - Foto: Reprodução/Alesp

Após quase 14 horas de discussão, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na madrugada desta sexta-feira (22) um projeto do governo estadual que altera o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, comemorado normalmente em 9 de julho, para a próxima segunda-feira (25). O Projeto de Lei nº 351/2020 foi aprovado por 47 votos a cinco.

Por falta de quórum, a votação foi encerrada às 4h desta madrugada. Uma nova sessão foi convocada para as 10h desta sexta-feira para a análise dos destaques do projeto, que depois segue para a sanção do governador João Doria (PSDB).

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A nova data comemorativa vai encerrar um megaferiado de seis dias na capital paulista, que aprovou a mudança de outros dois feriados (Corpus Christi e Consciência Negra) para quarta-feira (20) e quinta-feira (21) desta semana. Na sexta, foi decretado ponto facultativo (22).

A medida é uma das estratégias do governo estadual para tentar aumentar o isolamento social, principal forma de combate da expansão da pandemia de Covid-19. O Estado vive quarentena pelo menos até o próximo dia 31.

A votação do projeto levou para a sessão virtual da Assembleia Legislativa a mesma polêmica iniciada com o anúncio da antecipação dos feriados pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Isso em razão do temor de que a folga ampliada estimulasse viagens para o interior e para o litoral, disseminando o vírus ainda mais.

O deputado estadual Caio França (PSB), cuja base eleitoral é no litoral de São Paulo, criticou a dificuldade que teve para apresentar uma emenda durante a sessão para inserir no projeto restrições às viagens. O presidente da Assembleia, o deputado Cauê Macris (PSDB), explicou que França não seguiu os procedimentos regimentais.

França afirmou que decisões atabalhoadas como o "rodízio ampliado" podem ter aumentado os casos em São Paulo ao mandar pessoas para o transporte público. "A nossa preocupação é isso possa acontecer na Baixada Santista, no Vale do Ribeira”, diz. O governador João Doria publicou posts mostrando que o movimento no Sistema Anchieta-Imigrantes caiu 35%, o que indica que não teria havido aumento nas viagens.

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