Seg, 05 de Outubro

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Starbucks recebe críticas por abrir lojas na região chinesa de Xinjiang

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que graves abusos ainda acontecem na região, incluindo trabalho forçado

Starbucks recebe críticas por abrir lojas na região chinesa de XinjiangStarbucks recebe críticas por abrir lojas na região chinesa de Xinjiang - Foto: Divulgação/Starbucks

A rede de cafeterias Starbucks recebeu fortes críticas de um influente congressista americano e de um grupo de defesa dos direitos humanos por abrir lojas na região chinesa de Xinjiang, onde há denúncias de abusos contra a população muçulmana uigur.

A empresa americana inaugurou na terça-feira (29) dois estabelecimentos em Urumqi, a capital regional, em uma iniciativa celebrada pela imprensa estatal chinesa.

A ONU alertou em 2022 para possíveis crimes contra a humanidade em Xinjiang, incluindo a detenção de mais de um milhão de uigures e outras minorias muçulmanas em campos de reeducação.

Organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que graves abusos ainda acontecem na região, incluindo trabalho forçado.

John Moolenaar, presidente do Comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre a China, classificou a abertura das duas cafeterias como algo "moralmente indigno".

A iniciativa "vincula uma marca americana icônica à brutal campanha do PCC contra os uigures", afirmou, em referência ao governante Partido Comunista Chinês.

O Congresso Mundial Uigur, grupo de defesa dos direitos dessa minoria, afirmou que a Starbucks "mais uma vez escolhe ignorar uma grave situação de direitos humanos (...) ao abrir lojas na região".

"As empresas não deveriam contribuir para uma economia em que o trabalho forçado imposto pelo Estado continua sendo uma séria preocupação", acrescentou a organização em uma publicação nas redes sociais.

O governo chinês nega as acusações e afirma que suas políticas em Xinjiang erradicaram o extremismo e favoreceram o desenvolvimento econômico.

O governo dos Estados Unidos impôs sanções em resposta aos supostos abusos, e várias marcas ocidentais foram alvo de críticas por seus vínculos com Xinjiang.

O governo chinês investiu significativamente em Xinjiang, uma das regiões de crescimento mais rápido do país em 2025, e também promove o turismo.

No ano passado, a Starbucks anunciou a venda de uma participação majoritária de suas operações na China para o fundo de investimentos Boya Capital, com a expectativa de revitalizar os negócios em seu segundo mercado mais importante.

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