STJ mantém absolvição de kombeiros e Caso Serrambi chega ao fim sem punidos

Marcelo e Valfrido Lira, acusados pelo Ministério Público da autoria do crime, foram levados a júri popular e absolvidos, por 4 votos a 3, em setembro de 2010

Eduarda e Tarsila foram mortas em 2003Eduarda e Tarsila foram mortas em 2003 - Foto: Reprodução

Um dos mais controversos casos policiais da história de Pernambuco chega ao fim sem que ninguém seja punido. Em maio de 2003 as adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, 16 anos, foram encontradas mortas num canavial em Serrambi, no Litoral Sul do Estado.

O duplo homicídio ficou conhecido como “Caso Serrambi” e teve enorme repercussão na mídia. Quinze anos depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão monocrática e colegiada, absolveu os kombeiros Marcelo José de Lira e Walfrido Lira, acusados pelo Ministério Público da autoria do crime.

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Marcelo e Valfrido foram levados a júri popular e absolvidos, por 4 votos a 3, em setembro de 2010. A família de Tarsila recorreu alegando suspeição de um dos integrantes do corpo de jurados.

Agora, com a decisão do STJ mantendo a absolvição, o caso está encerrado e os irmãos Lira livres de qualquer acusação. “Meu sentimento é de impunidade. Por mais que tenhamos percorrido todas as instâncias legais, não obtivemos êxito e os culpados agora ficarão impunes”, afirmou o advogado da família de Tarsila, Bruno Lacerda.

A família de Maria Eduarda não conta com representante jurídico. Os kombeiros falaram por intermédio do advogado Jorge Wellington Lima Matos, manifestando alívio com a decisão. “Agora não há mais o que discutir, Marcelo e Walfrido são inocentes. Tivemos decisões no Tribunal de Justiça do Estado e no STJ e esse assunto está encerrado”, disse.

O advogado afirmou também que irá mover uma ação reparatória contra o Estado, cobrando indenização pelos danos à imagem dos kombeiros e pelos períodos em que eles ficaram detidos durante a investigação. “É um direito deles cobrar esta reparação. Eles tiveram suas vidas extremamente afetadas durante todo este tempo”, complementou.

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