"Sucesso", diz Nunes sobre pré-carnaval em SP; folia foi marcada por caos e superlotação
Foliões passaram mal e as grades de proteção chegaram a ser derrubadas
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou o primeiro final de semana de folia na cidade como um "sucesso". O pré-carnaval na capital, entretanto, foi marcado por tumulto, caos e superlotação com o encontro de dois megablocos na região da Consolação no domingo, 8.
Foliões passaram mal e as grades de proteção chegaram a ser derrubadas. A Prefeitura chegou a acionar o plano de contingência.
"Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso", disse Nunes em entrevista à GloboNews. Na avaliação do prefeito, a infraestrutura montada pela gestão municipal para atender os foliões "foi perfeita".
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O problema começou com o desfile do bloco de carnaval Skol, que teve como principal atração o DJ escocês Calvin Harris. O bloco estava previsto para ter início às 11h30 com a apresentação dos artistas brasileiros Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro na esquina da Rua da Consolação com a Rua Pedro Taques. Calvin Harris fecharia o bloco com um show a partir das 14 horas
Pouco depois das 12 horas, no entanto, o bloco parou de andar, houve empurra-empurra e alguns foliões passaram mal. Foi quando os artistas decidiram interromper a apresentação diversas vezes
O cantor Nattan parou a apresentação musical três vezes para pedir a bombeiros e equipe do evento ajuda para pessoas que estavam passando mal. Por causa da superlotação, os foliões que precisavam de auxílio tinham dificuldade de chegar até os postos médicos.
Vídeos e imagens que circulam nas redes sociais mostram foliões desmaiando, sendo socorridos em macas por bombeiros civis e até derrubando grades de contenção para não serem esmagados.
TRISTE! Bloco com DJ Calvin Harris terminou com essa cena deprimente na cidade de São Paulo, muitas pessoas se feriram. pic.twitter.com/2dslfwyIJb
— QG do POP (@QGdoPOP) February 8, 2026
Ao passarem pela altura do número 1.400 da Rua da Consolação, os foliões derrubaram as grades do prédio da Escola Paulista de Magistratura e ocuparam parte da área aberta do imóvel.
Outros participantes tiveram que se agarrar às grades de portões de prédios da Rua da Consolação para conseguirem um respiro.
Na rede social X (antigo Twitter), um folião afirmou que quase foi pisoteado durante o desfile do DJ. "Acabei de quase ser quase pisoteado no Calvin Harris. NÃO VENHAM PARA A CONSOLAÇÃO. Escapei por muito pouco", declarou ele.
A superlotação fez as pessoas ocuparem todos os cantos e espaços possíveis para não serem sufocadas. Há registros de foliões dançando e pulando em cima de abrigos de pontos de ônibus, de banheiros químicos e da marquise de uma escola estadual da região.
O Estadão contatou a Prefeitura, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a assessoria de imprensa do bloco, mas todos informaram que não foi registrada nenhuma ocorrência de maior gravidade. A PM informou que ampliou o efetivo enviado ao bloco por causa da superlotação, mas não informou quantos policiais acompanhavam o evento.
Nenhum dos órgãos forneceu uma estimativa de público do bloco, mas imagens de drone feitas pela PM mostram uma multidão ocupando vários quarteirões da Rua da Consolação.
As paralisações atrasaram o andamento do cortejo, o que fez Calvin Harris iniciar a apresentação pouco depois das 15 horas, com mais de uma hora de atraso. Por volta das 16 horas, a organização do bloco informou que a situação já estava normalizada, mas o desfile seguia superlotado. O cortejo terminou às 16h40.
Segundo a organização do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que desfilaria a partir das 14 horas também na Rua da Consolação, o início do desfile atrasou duas horas por conta da confusão no bloco Skol com Calvin Harris.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura afirmou que "o recorde de público em bloco na Rua da Consolação fez com que a administração liberasse as vias de acesso como áreas de escape e também determinou a retirada de gradis para melhorar a mobilidade dos foliões".
De acordo com a administração, a partir das 14h55, foi acionado um plano de contingência com ações como a abertura das transversais da Consolação para saída de público e bloqueio da entrada de novos foliões ao circuito Consolação". A partir desse momento, diz o órgão, "a GCM assumiu a frente da linha de condução do trio elétrico para que esse seguisse sem parada".
Segundo a Prefeitura, por volta das 16h, "o desfile transcorria na região central sem incidentes. A Prefeitura disse ainda que os postos médicos operaram para o atendimento de pessoas que procuraram o serviço, mas que não houve ocorrência grave registrada.

