Surto de ciclosporíase se espalha e já atinge 15 estados nos EUA, diz jornal
Investigação aponta alimento fornecido por fazendas no México como principal fonte da contaminação
O surto de ciclosporíase associado ao consumo de alface americana servida em restaurantes da rede Taco Bell se expandiu para 15 estados dos Estados Unidos.
A informação foi publicada pelo The Washington Post nesta terça-feira. As autoridades sanitárias ainda apuram outras possíveis origens da contaminação.
Leia também
• Ciclosporíase: por que doença causadora de "diarreia explosiva" pode matar?
• Polilaminina: pesquisadores publicam dados iniciais e esperam recrutar 1° paciente em agosto
• Surto de 'diarreia explosiva' se espalha para nove estados nos EUA e já soma quase 2 mil casos
A investigação da agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA) já havia relacionado o surto, anteriormente identificado em nove estados, à alface americana fornecida por operações da empresa Taylor Farms no centro do México e servida em unidades da rede de fast-food.
De acordo com a reportagem, o estado do Missouri foi incluído na lista de áreas afetadas e contabiliza 1.095 casos. Pacientes entrevistados por investigadores estaduais e locais relataram ter consumido alimentos do Taco Bell antes de apresentarem sintomas da doença.
Os nomes dos outros cinco estados incorporados à investigação ainda não foram divulgados.
Os Estados Unidos enfrentam neste ano um número recorde de casos de ciclosporíase, e o atual episódio está entre os maiores surtos de doenças transmitidas por alimentos da história recente do país.
A infecção, causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, provoca principalmente diarreia, náuseas e outros sintomas gastrointestinais.
O estado de Michigan concentra o maior número de registros. Nesta terça-feira, o total chegou a 11.508 casos, mais de 200 acima da atualização anterior.
As autoridades estaduais também confirmaram as duas primeiras mortes associadas ao surto. Segundo o departamento de saúde local, as vítimas apresentavam condições de saúde preexistentes significativas.
Os dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que costumam ter defasagem de algumas semanas em relação às notificações estaduais, registravam, até 28 de julho, 6.707 casos confirmados por exames laboratoriais em todo o país, além de mais de 11.500 casos suspeitos ainda sem confirmação laboratorial.

