Rio de Janeiro

Suspeito de atear fogo em ônibus e causar morte de criança teve flagrante convertido em prisão

Homem continua preso sob custódia no Hospital Pedro II, na Zona Oeste do Rio

Crime aconteceu, na última quarta-feira, quando o veículo passava pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada FluminenseCrime aconteceu, na última quarta-feira, quando o veículo passava pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - Foto: Reprodução

A juíza Mariana Tavares Shu converteu , nesta sexta-feira, durante procedimento de audiência de custódia, realizado em Benfica, na Zona Norte do Rio, o flagrante de Cléber Conceição Sirilo, de 39 anos, suspeito de incendiar um ônibus e de causar a morte da menina Heloise Victória da Silva Ribeiro, de 4 anos, em prisão preventiva. O crime aconteceu, na última quarta-feira, quando o veículo passava pelo Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

No despacho que justificou a decretação da prisão preventiva do suspeito, a juíza esclareceu que o homem agiu com intenção de matar os passageiros do veículo ao colocar fogo no coletivo. E que a ação praticada pelo homem indica crueldade. " A gravidade da conduta é extremamente acentuada, já que o custodiado ateou fogo em um ônibus com inúmeros passageiros, com a intenção de matá-los, sendo certo que a crueldade da ação indica a mais absoluta inadequação do custodiado ao convívio social e a inegável periculosidade do custodiado. Assim, evidente a necessidade da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do custodiado como medida de garantia da ordem pública, sobretudo porque crimes como esse comprometem a segurança de moradores da localidade, impondo-se atuação do Poder Judiciário, ainda que de natureza cautelar, com vistas ao restabelecimento da paz social concretamente violada pela conduta do custodiado", escreveu a juíza.

A pequena Heloise Victória da Silva Ribeiro morreu, nesta quinta-feira, no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias. Larissa da Silva Silvestre, mãe da menina, está internada em estado grave, em um hospital particular. Segundo sua família, ela teve 90% do corpo atingido por queimaduras ao tentar proteger a filha das chamas com o corpo.

As duas estavam dentro de um coletivo, a caminho de um curso de radiologia, quando Cléber da Conceição, Sirilo, de 39, ateou fogo no veículo

A informação foi revelada por Renan de Oliveira Ribeiro, de 54, ajudante de caminhão e marido de Larissa. Segundo o ajudante de caminhão, Larissa estava fazendo o curso para tentar arrumar um emprego na área de radiologia, e assim, aumentar a renda da família. Perguntado se perdoa o homem que responsável pela morte de sua filha e pelas queimaduras que atingiram 90% do corpo de Larissa, Renan disse querer apenas justiça para o caso.

"Perdoar eu não perdoo, mas também não quero o mal para ele. Quero apenas que a justiça seja feita e que ele pague por tudo isso que causou- disse o ajudante de caminhão", diz.

Segundo a família, Larissa está em estado grave e segue internada em um hospital particular de Duque de Caxias. Ela ainda não sabe da morte da filha de quatro anos. O corpo da menina foi sepultado, nesta sexta-feira, no Cemitério Nossa Senhora das Graças, em Duque de Caxias.

Cleber foi preso em flagrante. Inicialmente, ele foi internado no Hospital do Carmo, em Duque e Caxias. Nesta quinta-feira, o homem foi transferido para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde continua internado sob custódia policial.

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