Suspeitos de explodir Brinks do Recife são presos

Operação "Durga" foi realizada no Recife e Região Metropolitana, além de Nova Odessa, em São Paulo, e Natal, no Rio Grande do Norte

Operação Durgos da Polícia Civil-PEOperação Durgos da Polícia Civil-PE - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Cinco suspeitos de envolvimento na explosão da sede da empresa de segurança Brinks, na avenida Recife, no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, foram presos em uma operação deflagrada nesta terça-feira (1) pela Polícia Civil de Pernambuco. Um sexto envolvido no crime, que se escondia na cidade Nova Odessa, em São Paulo, conseguiu fugir. O crime ocorreu no dia 21 de fevereiro deste ano, quando cerca de 20 pessoas fortemente armados realizaram uma série de ataques na área.

A operação "Durga" foi realizada no Recife e na Região Metropolitana, além de em Nova Odessa, em São Paulo, e Natal, no Rio Grande do Norte. De acordo com o diretor das Delegacias Especializadas (Diresp), o delegado Luiz Andrey, a quadrilha tem membros de vários lugares do país e também atuação em vários estados.

Em Pernambuco, o líder da quadrilha, segundo a polícia, é William Silva, 29 anos. "Foram presos integrantes de Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O braço dessa quadrilha aqui em Pernambuco foi desarticulado com a prisão de William, que era quem arregimentava e liderada essa parte da quadrilha", destacou.

A investigação acontece há cinco meses, desde que houve o roubo na Brinks. Existe ainda a suspeita de que o grupo tenha atuado em explosões de caixas próximos ao Instituto Ricardo Brennand, na Zona Norte da capital. As condutas criminosas de cada suspeito ainda serão detalhadas. "A investigação não acaba por aqui. Com o material apreendido e o depoimento dos presos vamos nos aprofundar não só nesta ação, mas em outras articuladas pelo grupo criminoso", destacou Luiz Andrey.

Além dos seis mandados de prisão contra os suspeitos, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de dois mandados de condução coercitiva, que é quando testemunhas são obrigadas a acompanhar policiais até a delegacia para prestar esclarecimentos.

Ao todo, 150 policiais civis participam da operação, entre delegados, agentes e escrivães. Eles contam ainda com o apoio da Policia Militar de Pernambuco e do Ministério Publico de Pernambuco.

Entenda o caso
Para conseguir roubar cerca de R$ 60 milhões do cofre da da Brinks, criminosos fecharam ruas, queimaram carros e criaram um cenário de guerra na capital pernambucana. Ação criminosa ocorreu um dia após a troca no comando da Polícia Militar, às vésperas do Carnaval. Moradores da região e pessoas que passavam pelo local registraram os momentos de tensão em vídeos e fotos. O grupo explodiu o muro de uma loja de conveniência de um posto de gasolina para ter acesso ao cofre da Brinks.

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