Tapetes vermelhos de Hollywood terão que mudar na pandemia

Especialistas em marketing do mundo do cinema estudam uma forma de voltar a utilizar os tapetes vermelhos sem aumentar o risco de propagação do vírus.

Cerimônia de premiação do cinema terá que se adaptar aos tempos de pandemiaCerimônia de premiação do cinema terá que se adaptar aos tempos de pandemia - Foto: Eric Baradat / AFP


Com suas celebridades radiantes posando para as lentes das câmeras, os tapetes vermelhos foram a base da divulgação dos filmes mais caros de Hollywood.

No entanto, todos os assistentes, repórteres, guardas de segurança e fãs, antes alinhados lado a lado, são um pesadelo para as normas de distanciamento social recomendadas para conter a pandemia de coronavírus.

Enquanto a Califórnia começa a suavizar as medidas de confinamento impostas há dois meses, especialistas em marketing do mundo do cinema estudam uma forma de voltar a utilizar os tapetes vermelhos sem aumentar o risco de propagação do vírus.

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Nos cinemas que exibem os filmes em pré-estreia, o distanciamento social será fundamental. Especialistas estudam, além disso, a possibilidade de medir a temperatura de todos os convidados.

- Entrevistas pela internet -
Mesmo com a aplicação dessas medidas inéditas, os especialistas não acreditam que as festas exuberantes realizadas após as exibições, com seus bares e salões cheios de pessoas, possam ser reorganizadas em breve.

E enquanto os gigantes do streaming como Netflix ou Amazon se tornaram os reis do confinamento e continuam estreando filmes e séries, as entrevistas virtuais com celebridades pela internet serão cada vez mais populares.

A 15|40 Productions, uma das principais empresas de eventos de Hollywood, criou inclusive um estúdio móvel em uma caravana, que pode ser levada para as casas dos atores e decoradas de acordo com os filmes e séries que estão sendo divulgados.

Apesar dessas ideias, a maioria das grandes produções de Hollywood previstas para este ano adiaram suas datas de estreia, à espera da reabertura dos cinemas.

Embora o glamour e a champanhe possam ser mal vistos em um momento em que as mortes por coronavírus aumentam e o desemprego cresce, Waldman opina que a maioria das pessoas "está cansada de ficar em casa" e que os fãs poderiam inclusive celebrar nos tapetes vermelhos e nas estreias como as que foram propostas.

O teste decisivo para essa nova modalidade pode ser "Tenet", um filme de Christopher Nolan, o diretor de "Inception" e de uma trilogia de Batman, que será o primeiro a voltar às salas de Hollywood.

A data oficial da estreia deste filme, 17 de julho, está mantida por enquanto.

"Espero de verdade que isso aconteça (...) Passamos muito tempo criando um ambiente seguro para o estúdio, para a imprensa e os artistas", disse Waldman.

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