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Taxistas participam de audiência sobre aplicativos de transporte na Câmara do Recife

Ponto mais questionado pelos taxistas é a resistência dos condutores de apps de aceitar limites para quantidade de carros circulando e para a idade dos veículos

Taxistas participam de audiência pública sobre aplicativos de transporteTaxistas participam de audiência pública sobre aplicativos de transporte - Foto: Henrique Genecy/Folha de Pernambuco

Os taxistas do Recife querem que os motoristas de aplicativos sigam as mesmas regras impostas à categoria. Essa é principal posição da classe, apresentada nesta quarta (13) na Câmara Municipal, em audiência pública que discutiu o projeto de lei do Executivo (PLE) nº 11/2018, que trata da regulamentação do serviço de transporte individual de passageiros intermediado por plataformas digitais no Recife. O ponto mais questionado é a resistência dos condutores de apps de aceitar limites para quantidade de carros circulando e para a idade dos veículos.

O assunto foi debatido no Plenarinho da Câmara dos Vereadores do Recife, com participação da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade Urbana. Essa foi a segunda audiência sobre o caso. Na última semana, representantes dos motoristas de apps, como Uber e 99, foram recebidos na Casa José Mariano para dar sua visão à regulamentação.

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O mote defendido pelos taxistas ficou claro em uma das faixas levadas ao local: Sem limitação, não há mobilidade. “A gente não tem medo de concorrência e não tem nada (pessoal) contra eles. Só queremos disputar o mercado de igual para igual”, afirma um dos diretores do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco (Sindtáxi), Almir Bezerra. “Eles não querem ter essa responsabilidade com a sociedade”, alfineta. Almir acrescenta outras acusações, como a abordagem de passageiros na rua.

Discussão
O vice-presidente da Frente dos Taxistas de Pernambuco (Frentáxi), Jaelson Antônio, alega que a falta de limites pode causar um colapso na mobilidade da cidade, algo que o segmento é obrigado a seguir. “A limitação é proporcional à mobilidade da cidade. A gente não quer que fique ruim nem para os táxis e nem para os apps”, pondera.

Ao todo, a PLE nº 11/2018 conta com 49 emendas. 17 delas são do vereador Aerto Luna (PRP). “A Uber apresenta problema no modelo de negócio. É danoso para o taxista, para o motorista e para a sociedade. O serviço quando chegou disse que seria o melhor, com o preço pela metade do que é cobrado pelos táxis. Hoje o discurso mudou, já não é mais a qualidade, é a geração de emprego”, disse o político durante a audiência.

O vereador apresentou slides com dados sobre o crescimento da frota de veículos no Recife e problemas de mobilidade, além de outras questões, como o preço cobrado. Enquanto a tarifa do táxi segue parâmetros definidos pelo Estado, a dos aplicativos é livre, sofrendo alterações para mais ou para menos de acordo com a demanda ou contexto.

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