Monitoramento

TCU volta atrás e autoriza PF a contratar imagens de satélites

O serviço custou R$ 49 milhões aos cofres públicos, como mostrou a reportagem no fim de agosto

Imagens de satélite mostram ação do sistema frontal sobre PernambucoImagens de satélite mostram ação do sistema frontal sobre Pernambuco - Foto: Divulgação/Apac

 A ministra Ana Arraes, do TCU (Tribunal de Contas da União), revogou nesta segunda-feira (21) cautelar imposta na última sexta (18) suspendendo o contrato da Polícia Federal com a empresa Planet por imagens de satélite.

O serviço custou R$ 49 milhões aos cofres públicos, como mostrou a reportagem no fim de agosto.

Em seu despacho, a ministra alega que a PF apresentou novas informações nesta segunda, o que permitiu a revisão de sua decisão. A PF alegou que a suspensão do contrato iria prejudicar as operações da corporação na punição dos responsáveis pelas queimadas, principalmente no Pantanal, e que as imagens serviam no combate a outros ilícitos.


Em parecer técnico, a PF acusou o Inpe a querer manter o monopólio de informações sobre o desmatamento e comparou a reação da entidade a taxistas furiosos com a chegada da Uber.

Na decisão anterior, Ana Arraes havia seguido a área técnica do TCU, que entendeu haver à disposição do órgão imagens do Inpe. A PF, no entanto, argumentou que as imagens do Inpe não atendem com a mesma agilidade e definição necessárias para operações policiais.

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