Temer avalia novo pronunciamento sobre crise de abastecimento

Governador Márcio França disse que adiou de terça para a próxima quinta-feira (31) o acordo com caminhoneiros depois de o governo Temer dizer que não consegue garantir 60 dias de congelamento no preço do diesel

Presidente da República Michel TemerPresidente da República Michel Temer - Foto: Marcos Corrêa/PR

Depois de um longo dia de reuniões, o presidente Michel Temer avalia fazer um pronunciamento na noite deste domingo (27) sobre os desdobramentos da crise de abastecimento gerada pela paralisação dos caminhoneiros. Ele está reunido com assessores para definir se fará mesmo o pronunciamento e qual o tom de sua fala.

Até o início da noite, o Palácio do Planalto não fez nenhuma divulgação das discussões que estão em curso. Estava prevista uma entrevista coletiva pela manhã, ao término da primeira reunião, mas acabou não acontecendo. Temer se reúne com seus principais ministros e deve conversar com o governador de São Paulo, Márcio França, sobre negociações entre os dois governos e os manifestantes.

Embora o Executivo tenha firmado um acordo para suspensão temporária das paralisações, os caminhoneiros não cumpriram o que foi anunciado e fazem agora novas reivindicações por mais garantias de preços menos para o óleo diesel.

Só quinta
O governador Márcio França disse que adiou de terça para a próxima quinta-feira (31) o acordo com caminhoneiros depois de o governo Temer dizer que não consegue garantir 60 dias de congelamento no preço do diesel. Márcio França falou na noite deste domingo (27) sobre reunião que teve entre governo de SP, união e alguns manifestantes.

As principais reivindicações - o aumento do prazo de desconto de 30 para 60 dias e o desconto no diesel na bomba - não foram atendidas. França afirmou que negociou com o governo federal o aumento do desconto para R$ 0,46 nas refinarias, mas ainda não conseguiu passar a oferta para os caminhoneiros de São Paulo.

O governador de SP disse que tentará falar novamente com o presidente Michel Temer para entender as razões de a União não ter aceito as propostas de ontem. Para França, é necessário estabelecer um teto mínimo para o aumento do combustível. Ele afirmou que ainda existem 296 manifestações ativas. França afirmou que todos os serviços públicos estão garantidos.

Sobre o ponto facultativo nesta segunda-feira, o governador disse que está "faltando pouquinho" para a solução e que decretar ponto facultativo pode causar o desaquecimento da economia.

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