Chuvas

Temporal provoca alagamentos em pontos da RMR; veja onde mais choveu

Ponto de alagamento na rua Amélia, no cruzamento com a rua do EspinheiroPonto de alagamento na rua Amélia, no cruzamento com a rua do Espinheiro - Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

O temporal da madrugada e manhã de sexta-feira (26) provocou diversos pontos de alagamento e transtorno em pontos da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Na quinta-feira (25), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) havia emitido um alerta meteorológico antecipando a possibilidade de chuvas fortes em quatro regiões do Estado, incluindo a RMR. O alerta é válido até 19h desta sexta.

No Recife, a sexta-feira começou com retenções no trânsito por causa de alagamento na avenida Agamenon Magalhães, nas imediações do parque Amorim, no sentido Olinda. Segundo a prefeitura, na Cidade choveu, em média, cerca de 71,39 mm, o que equivale a quase 15 dias do mês de fevereiro, que possui uma média histórica de 144,20 mm de precipitação.

Houve pontos de alagamento ainda nas avenidas Mascarenhas de Moraes, Domingos Ferreira e Sul, no Largo do Cabanga e nas ruas Imperial e Amélia.

Na avenida Norte, pontos de alagamento foram registrados nas proximidades do Senai, na altura do Extra e perto do cruzamento com a avenida João de Barros. 

Em Olinda, pontos de alagamento foram registrados nas avenidas Getúlio Vargas, Carlos de Lima Cavalcanti, Chico Science e Presidente Kennedy e na rua Artur Sepa, em Jardim Fragoso. 

De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil do Recife, Cássio Sinomar, não houve registro de ocorrências de destaque na capital pernambucana até 8h30 desta sexta-feira. 

"Fomos surpreendidos com o alerta da Apac e tivemos a oportunidade de anunciar a 35 mil famílias com antecipação. Nas áreas de morro, não tivemos nada grave", disse, em entrevista ao programa Jota Ferreira Agora, da Rádio Folha 96,7 FM.

"É muita água em pouco tempo, isso causa transtorno em qualquer cidade do mundo, mas precisamos ficar atentos, principalmente em áreas mais vulneráveis", acrescentou Cássio, informando que, por enquanto, há apenas acompanhamento e solicitações de vistoria.

A Defesa Civil disponibiliza o número 0800 081 3400 para casos de emergência. Em balanço, o órgão informou que houve sete solicitações de vistorias e 21 pedidos de colocação de lonas plásticas. Em Olinda, também não foram registradas ocorrências de destaque até por volta das 10h, segundo a prefeitura.

Já a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) registrou quatro ocorrências de queda parcial ou total de árvores na cidade. Todas foram atendidas e concluídas. 

De acordo com frentistas de um posto de combustíveis na avenida Sul ouvidos pela reportagem da Rádio Folha 96,7 FM, durante a madrugada, a água chegou perto das bombas de abastecimento.

Onde mais choveu
Segundo o monitoramento de chuvas da Apac, Goiana acumula o maior total de chuvas das 24 horas contadas até 7h desta sexta, com 118,80 mm na estação Prefeitura e 111,00 mm na estação Estádio Agamenon Magalhães.

Em Olinda, a Apac registrou chuva de 98,36 mm na estação Bonsucesso. No Cabo de Santo Agostinho, em Enseada dos Corais, choveu 74,18 mm e no Recife, o local com mais precipitação foi Santo Amaro, com 70,99 mm.

Goiana (Prefeitura) - 118,8 mm
Goiana (Estádio Agamenon Magalhães) - 111,0 mm
Olinda (Bonsucesso) - 98,36 mm
Cabo de Santo Agostinho (Enseada dos Corais) - 74,18 mm
Recife (Santo Amaro) - 70,99 mm
Recife (Campina do Barreto) - 63,19 mm
Recife (Porto) - 62,2 mm
Abreu e Lima (Timbó) - 59,28 mm
Recife (Torreão) - 49,02 mm
Olinda (Tabajara) - 48,26 mm

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