Terça Negra recebe primeira edição carnavalesca de 2018

Com acesso gratuito, foliões poderão curtir, até o próximo sábado (20), ritmos como frevo, maracatu, afoxé e ciranda

Terça Negra agita o centro do RecifeTerça Negra agita o centro do Recife - Foto: Paullo Allmeida / Folha de Pernambuco

A programação pré-carnavalesca do Recife deu início, na calorosa noite desta terça-feira (16), às atividades no tradicional pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, no Centro da Cidade, com a primeira edição Especial de Carnaval da Terça Negra. Com acesso gratuito, os foliões poderão curtir, até o próximo sábado (20), ritmos como frevo, maracatu, afoxé e ciranda. Ainda esta noite, o espaço recebe o Maracatu Leão da Campina, o Afoxé Obá Iroko e a banda Afro Obá Nyjé.

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As apresentações no pátio começaram às 20h, com a Ciranda de Sant’Anna. Centenas de pessoas tomaram conta do espaço, que não ficou lotado, porém, bastante ocupado. As mais animadas atenderam ao chamado da Ciranda de Sant’Anna e formaram pequenas rodas na frente do palco.

Frequentadora da Terça Negra, a dona de casa Eliane Dias, 47 anos, era uma das foliãs mais animadas. Mesmo se divertindo, aproveitou para fazer uma crítica à descontinuidade do evento. Para Eliane, a gestão pública precisa investir mais em atividades desse gênero. "É para ter o ano todo", opinou. Nesta sexta-feira (19), às 18h30, o pátio de São Pedro recebe a terceira edição dos acertos de marcha de blocos líricos, com seis blocos de pau e corda relembrando os antigos Carnavais.

A Terça Negra é um encontro cultural criado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), que surgiu em Recife em 1979 e se intensificou nos anos 1990. O propósito era de ir além do samba de raiz e divulgar outros segmentos da cultura negra, como o maracatu, o afoxé, coco de roda, o reggae e o hip hop.

Em 1998, a Terça Negra completa 20 anos de existência. A primeira edição aconteceu no Pagode do Didi, nas imediações da avenida Dantas Barreto. Em 2001, o evento foi transferido para o pátio de São Pedro, ocorrendo semanalmente e se integrando ao calendário cultural oficial do Recife. Sua edição Especial de Carnaval existe há mais de cinco anos.

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