Internacional

Terceira votação para eleger presidente italiano fracassa

Quantidade mínima de dois terços dos votos não foi alcançada por nenhum candidato

Foto: Alessandra Tarantino / Pool / AFP

A terceira rodada de votações no Parlamento italiano para eleger presidente da República fracassou nesta quarta-feira (26) já que ninguém alcançou os dois terços dos votos, prolongando a incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro Mario Draghi.

Dos mais de 1.000 participantes (entre deputados, senadores e representantes das regiões), 412 votaram em branco, o que reflete a ausência de consenso sobre um candidato entre os maiores partidos. 

O atual presidente Sergio Mattarella, de 80 anos, que descartou se apresentar para um segundo mandato, foi o mais votado, com 125 adesões.

Na quinta-feira (27) haverá uma quarta rodada de votações, na qual se reduz pela metade mais um (505) os votos necessários para ser eleito.

As funções do presidente são essencialmente honorárias na Itália, onde rege o sistema parlamentar, mas neste ano está em jogo o papel de Mario Draghi, uma candidatura de muito peso e prestígio, cuja eleição colocaria o atual governo em crise.

Sua eleição poderia provocar eleições antecipadas e atrasar as reformas necessárias para garantir a aprovação dos fundos gigantescos da União Europeia para a recuperação econômica prometidos à Itália. 

O processo para eleger presidente na Itália, com um mandato de sete anos, é notoriamente difícil, com votações secretas, acordos entre bastidores e sem candidatos oficiais, portanto costuma ser comparado com um conclave papal. 

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