Thiago Braz busca ouro no salto com vara

Nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, Thiago tem a grande chance de voltar ao topo da modalidade

Thiago Braz foi ouro no salto com vara no Rio 2016Thiago Braz foi ouro no salto com vara no Rio 2016 - Foto: Reprodução/Twitter/Jogos Olímpicos

Completamente apaixonado pelo que faz, Thiago Braz superou a infância difícil e a falta de apoio, de um esporte não muito popular, para se firmar como um dos maiores nomes do país. No entanto, após o ouro na Rio 2016 - primeira medalha do país na história da modalidade olímpica -, o brasileiro enfrentou problemas particulares e viu seu rendimento cair.

Agora, nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, Thiago tem a grande chance de voltar ao topo da modalidade. Favorito à medalha, o saltador rechaça tal rótulo.

Criado pelos avós paternos, Maria do Carmo e Orlando Braz, Thiago superou várias adversidades e encontrou no esporte uma grande paixão, capaz de mudar sua vida. “Me envolvi por algo que me apaixonei, que tocou o meu coração. O salto com vara me fez enxergar que eu não tenho limites, que eu posso tudo”, disse.

Leia também:
Alison Brendom conquista o ouro nos 400m com barreiras
Vitória Rosa garante o bronze para o Brasil nos 100m
Sem pódio nos 4x100m, Brasil torce por veterano no Mundial
 
No entanto, pelo fato de a modalidade não ser muito popular no país, o brasileiro precisou enfrentar vários desafios para conseguir se firmar no esporte. Onde, agora, após a ascensão de sua carreira - que teve seu ápice nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, com a conquista inédita da medalha de ouro -, espera deixar um legado aos próximos atletas.

“Quando comecei a me envolver com o esporte, eu não pensei em benefícios, apoio ou na valorização dele. É claro que, com o tempo, aprendi que precisamos de apoio e que o nosso esporte precisa ser valorizado. Mas isso é algo que busco todos os dias, e espero deixar um legado para os próximos que vierem”, revelou.

Antes de fazer história no Rio, em 2016, Thiago se acostumou com grandes feitos logo cedo. Com apenas 15 anos, conquistou sua primeira medalha em uma competição internacional (o bronze no Campeonato Sul-Americano Juvenil), e ainda foi campeão brasileiro da categoria. Agora, não quer deixar escapar a chance que tem de voltar ao topo da modalidade.

“Um atleta, quando se dispõe a participar de qualquer competição ele já está determinado a ganhar, dar o seu melhor. E no momento exato, a gente cresce mesmo, nós vamos para o tudo ou nada. É o nosso momento, então precisamos aproveitar ao máximo”, comentou o brasileiro. 

Em 2016, o mundo passou a conhecer o atleta Thiago Braz, ouro no salto com vara dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mas para o brasileiro, que vê a competição como essencial para que o esporte tivesse maior visibilidade, ainda falta respeito aos atletas.

“Eu valorizo cada competição, cada momento da minha vida. Mas, com certeza, participar das Olimpíadas dentro do meu país e ainda ganhar essa medalha, me fez ter mais visibilidade. Mas nós ainda não somos respeitados da maneira exata que gostaríamos. E eu não me refiro só a mim, mas sim a todos os atletas, de todos os esportes”.

Após o ouro, conquistado com um salto de 6m03, Thiago não conseguiu manter as marcas expressivas e viu seu rendimento sofrer uma pequena queda. Entre 2017 e 2018, por exemplo, não conseguiu saltar acima dos 5m70. O que não o abalou. “Eu sabia que seria difícil manter os mesmos resultados (de 2016). O Vitaly (Petrov, consultor do atleta) me explicou que era normal cair essa performance, devido a toda preparação que fazemos para o nível de competição, como uma olimpíada”.

Buscando retomar a rotina de conquistas, o brasileiro, que nesse meio tempo também enfrentou alguns problemas particulares, decidiu voltar a treinar perto da família, retomou a parceria com o técnico Elson Miranda e viu seu rendimento crescer novamente - terminando com o bronze na Liga Diamante, principal circuito de competições da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo).

“Estar no Brasil e perto da família é muito importante. Minha avó teve alguns problemas de saúde e eu precisava estar por perto. Foi aí que nos unimos novamente. Além disso, o Vitaly continua sendo o meu conselheiro, fazendo um trabalho em conjunto com o Elson, o que é de grande importância para mim”, finalizou.  Thiago disputará a final do salto com vara no próximo sábado (10), a partir das 16h (de Brasília).

Veja também

Brasil acumula 5,3 milhões de casos e 157 mil mortes por Covid-19
Coronavírus

Brasil acumula 5,3 milhões de casos e 157 mil mortes por Covid-19

Pernambuco registra 157 novos casos e 10 óbitos nas últimas 24h
Coronavírus

Pernambuco registra 157 novos casos e 10 óbitos nas últimas 24h